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29 junho, 2009

As alterações dos fatores climáticos e suas consequências para Manaus


Enchente, resposta da natureza.

Manaus é hoje uma cidade que ocupa o sétimo lugar entre as cidades mais rica do Brasil e, por isso muitos a considera como o mais importante centro financeiro da região norte. Mas, não podemos ter o dominio do desenvolvimento enquanto agressor desvairado da natureza e poluidor dos ecossistemas. O fato de Manaus se apresentar como “a cidade rica da região norte brasileira”, tem fomentado uma forte migração de familias para a cidade em busca de melhoria de qualidade de vida, elevando de maneira desordenada o aumento de sua densidade demográfia, ocupação do solo desprovido de infra-estrutura, causando o adensamento dos bairros e a massificação de assentamento de “barracos” em áreas verdes após desmatamento da vegetação, que geralmente é acompanhada com a destruição de corpos hídricos que ali existem. É deprimente vivênciar a realidade de Manaus que não reflete nem de longe a sua riqueza financeira, e mais revoltante do que isso, são as falácias vendida pelos seus governos a respeito de Manaus e que facilmente encontram colo nas pessoas leigas referente a cidade, fixando rapidamente moradia para ilusões.
Ao contrario do que seus gestores dizem, Manaus não é uma cidade com atributos suficiente para representar o “verde” do meio ambiente amazônico, na amazonia brasileira, é a cidade talvez mais poluidora, seu ar atmosférico apresenta um alto índice de poluição, ocorrência que se deve a dois fatores: industrias do Pólo Industrial de Manaus e a grande quantidade de automóveis. A poluição também se estende aos recursos hídricos, o Rio Negro, principalmente o perimetro que banha Manaus, estar completamente poluido por ser o receptor dos dejetos urbanos (domésticos, industriais e comerciais) e como se isso fosse pouco, o governo estadual contando com a cumplicidade dissimulada do poder municipal, elaborou um projeto que se implantado, acabará com o “encontro das águas”, o objetivo do projeto é bom para as industrias e por conseguinte para a cidade, mas terá que ser implantado em um local que não seja justamente na área deste evento simplório para os amazonidas, entretanto relevante para os turistas que desembolsam milhares de dólares para reverênciar esta obra prima natural.
A questão do adensamento urbano de Manaus somando-se a falta de compromisso de seus governantes com a cidade, ou seja, não prepará-la para enfrentar os problemas naturais, como a enchente, está provendo à cidade e a seus cidadãos uma situação vexatória e de desespero, principalmente para aqueles que residem em áreas baixas da cidade e o tão propalado centro de Manaus. Uma das avenidas mais conhecida de Manaus já foi interditada devido a sua inundação, os logistas estão em povorosa temendo perder seus produtos, mas o que lhes restam fazer é torcer para que o nível da água neste local diminua e que a cidade volte a sua rota normal. Alguém podería mencionar o fato de que contra fenômenos naturais não podemos fazer algo para impedí-lo, mas contrariando esta tese a equipe de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil, na pessoa do Sr Daniel de Oliveira sinalizou quanto a essa questão em Março, tempo viável, se não para impedir o evento mas para impedir as consequências às familias.
Os pontos turísticos já foram afetados pela inundação (Relógio Municipal, prédio da Alfandega, Feira Manaus Moderna e a praia da Ponta Negra). Nós enquanto pedestres contamos com passarelas de madeira que agora substituem as calsadas para caminharmos, outra forma para reduzir o impacto da cheia foi a colocação no entorno das lojas sacos de areia e cimento. No mais é aguardar a parada ou redução das chuvas nas nascentes do Rio Negro, na Colombia, já que estas são os motivos do aumento do volume de água que estão afetando sobremaneira a cidade de Manaus, cujo nível já chegou na casa dos 29,69 metros se constituindo na maior cheia de sua história. Vejam foto a cima ilustrando o supracitado
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28 junho, 2009

Climatologia Moderna

Clima:

É essencialmente importante dizer que para melhor entendermos a Climatologia moderna precisamos diferenciar o termo clima de tempo atmosférico. O tempo é uma situação momentânea da atmosfera em uma determinada área geográfica, que agrega a prevalência de eventos físicos, como: temperatura, umidade, ventos e nebulosidade; a ocorrência de mudança de tempo pode acontecer em horas ou em minutos e até segundos. Em contra partida, o Clima, é a ocorrência sucessiva de diferentes tipos de tempo em uma determinada área.
A afirmação “Hoje o dia está quente e úmido”, está se referindo ao tempo, o comportamento da atmosfera nesse instante. Entretanto, quando escutamos alguém dizer que na Amazônia “o tempo é quente e úmido”, esse indivíduo está dando ênfase ao clima da região.
Os fatores climáticos característicos de cada área fomentam um clima próprio a essas áreas, e como fatores determinantes para o clima temos: latitude, altitude, massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, relevo, vegetação e urbanização. A intercessão desses fatores é responsável pela maneira de como se apresentam: a temperatura, umidade e a pressão atmosférica, que são os atributos climáticos (ou elementos climáticos) da área.
Precisamos dizer que, embora tenhamos um comportamento relativamente padronizado do clima de uma área, ainda assim poderão ocorrer variações de ano para ano.
E o exemplo clássico disso, é a ocorrência de invernos fortes, intensos e invernos com temperaturas mais amenas.

22 junho, 2009

Os agentes naturais, e suas contribuições na feição da Terra.

O entendimento da questão ambiental passa obrigatoriamente pelos processos naturais, portanto, usando da coerência os aspectos antropogênicos são assuntos futuros.
A diversidade comprovadamente apresentada pelas altitudes, tanto pela crosta oceânica quanto pela crosta continental é resultante de ações intrínsecas aos agentes endógenos (internos) e exógenos (externo) à crosta terrestre. O dinamismo dos agentes endógenos formata a estrutura que hoje presenciamos na superfície do nosso planeta, cuja transformação é inevitável e contínua. E sobre essa estrutura os agentes exógenos de forma implacável desenvolvem o seu processo de modelagem, temos como agentes exógenos: temperatura, vento, chuvas, oceanos, geleiras, cobertura vegetal entre outros, que decompõe as rochas (agregados naturais de minerais) e impõe a ela as características atuais.
Pelas características dos efeitos da ação exógena, podemos nominá-los de “fatores modeladores”, cuja atuação ocorre ao longo do tempo geológico, mas é verdade também, que isso só é possível com a sinergia de dois processos: o intemperísmo e a erosão.
Portanto, as rochas sofrem através de intempéries a desintegração física e decomposição química. A temperatura é o exemplo clássico de intemperismo físico, ela aquece as rochas, com isso ocorre à dilatação e com o resfriamento provoca a contração, provocando a fragmentação das mesmas. Outro evento relevante é o processo de congelamento de água nas cavidades, fomentando a dilatação e posteriormente a fragmentação. O intemperismo químico caracteriza-se pela extração e carreamento de fragmentos rochosos pela água para diferentes regiões. Podemos dizer que a terra é o soluto e a água o seu solvente natural.
Os fragmentos decompostos juntamente com o solo submetem-se às ações diretas da erosão. Nesse contexto, as águas e o vento comandam o processo de retirada e carreamento dos sedimentos para outras áreas, formatando o relevo daquele lugar como mostra a figura a cima.
Quando examinamos a esfera terrestre, não encontramos dificuldades para perceber os aspectos fortemente diversificados: extensa área desértica, acumulações de gelos, floresta, montanhas entre outros.
Se direcionarmos nossos olhos para as montanhas, descobriremos que ela caracteriza de forma literal que no seu escopo a paisagem é primária, já que são áreas dispersoras de água, tem acumulação de gelo e vegetais em estado natural.
Sendo território de dificuldade extrema à acessibilidade humana, a ação antropogênica nada transforma ali, bem diferente das áreas em que o homem tem o acesso facilitado, embora involuntariamente pela própria natureza através dos eventos naturais como: intemperismo e erosão, que ao plainarem e rebaixarem determinadas áreas geográficas facilita sobre maneira, a chegada do homem, o maior ser degradante ecológico sobre a crosta terrestre.


Crédito da foto:

20 junho, 2009

O planeta Terra, um mundo intrínseco aos seres vivos.

Com a gênese geológica implementada, a Terra submete-se a um processo contínuo e lento de mudança. Entretanto, vale ressaltar que se a Terra muda sobre fatos naturais, também muda e de forma bem mais rápida com fatos mais amplos protagonizados pelo homem. Logo temos a obrigação de assumir a autoria da maior mudança já ocorrida na paisagem terrestre, principalmente porque esta se encontra envolta por um fazer biótico: é viva e mutável.
O processo de mudança natural da Terra corrobora em tese, de que o nosso planeta pratica e com bastante eficácia a autogênese, fortificando a idéia de compará-la com um ser biótico. Os efeitos adversos são conferidos a dois fatores que embora já supracitados se faz necessário detalhar: 1º pela intensa energia intra-terra e o 2º pelos fortes eventos extra-crosta terrestre somando-se aos eventos naturais (chuva, vento, erupção vulcânica e etc..), e ações antrópicas como: edificações, desmatamento, represas, desvios de corpos d’água, extração de recursos naturais sem planejamento e etc..
Não podemos deixar de mencionar que entre os eventos naturais está o processo de afastamento das placas tectônicas, entretanto esse fenômeno de tão lento que se processa, ele se torna impossível de percebermos devido ao nosso curto período de vida, já que devido à lentidão o evento leva milhões de anos para formatá-lo.
Segundo a hipótese de Gaia, formulada pelos cientistas James Lovelook e Lynn Margulis (1973), a Terra é um planeta cuja vida controla a manutenção da própria vida. Essa teoria ganha força principalmente se analisarmos a composição atmosférica. A composição do escopo atmosférico é saturada por oxigênio e pobre em gás carbônico, foram sintetizados pelos fatores bióticos e que assim ela possa permanecer devido à presença de seres vivos.
A conexão do nosso planeta Terra com os bióticos essencialmente com o homem também está linkada com a composição gasosa da atmosfera (como oxigênio e gás carbônico), água da hidrosfera e com os minerais (como Ca, Na e etc...) da litosfera.
É essencial importante dizer que na composição do ser vivo a proporção de água é semelhante à da Terra. O nosso planeta possui cerca de 70% de água, e índices bem próximos são encontrados na estrutura química dos seres vivos. Esta semelhança aclara, segundo os cientistas, que a vida está integrada ao sistema abiótico da Terra, mas embora saibamos da fundamental importância dos compostos químicos e biológicos, eles não são suficientes para manter a integridade da vida dos bióticos. A Terra devido a sinergia de seus processos frequentes da atmosfera, seqüestra grande quantidade de energia. A energia solar é a única energia capaz de atender aos processos terrestres, sendo assim, o sol é o responsável pela permanência dos fatores bióticos terrestre.
A energia solar ao ser seqüestrada pela camada biótica (entenda-se vegetais), é transformada em energia química através do processo de fotossíntese e armazena nos compostos orgânicos, principalmente na forma de hidratos de carbono, a parte excedente é liberada para atender os processos vitais dos bióticos. Essa energia tão logo fortifique os processos essenciais dos bióticos é liberada para a atmosfera já transformada em energia térmica (calor). Portanto, a Terra pode ser considerada um sistema dinâmico e coeso na transformação de energia luminosa em energia térmica.
A vida terrestre como tal a conhecemos não pode existir sem a luz solar e isso é fato, mas o que estamos fazendo para mantê-la equilibrada a nosso favor? O fato de que, para sobreviver temos que extrair da Terra os nossos insumos, não significa que tenhamos que agredi-la sem medida, claro estar que a questão não é tirar nossos suprimentos da mãe Terra, mas os procedimentos adotados nas ações da retirada desses insumos, portanto, estamos sendo naturalmente direcionados a equacionar e resolver essa problemática o quanto antes, porque a julgar pela fisionomia atual da paisagem terrestre, não podemos dizer quando, mas sabemos que não será por muito tempo que os bióticos terão a seu dispor os produtos naturais e essenciais a vida. A ação antrópica sobre a paisagem do nosso planeta, além de condenar à extinção de outras espécies, é, tanto no sentido figurado como no sentido literal um autoflagelo.

 
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