Longe de querer esgotar a discussão, escrevo este texto muito mais para instigar os leitores à reflexão, objetivando suas opiniões, e juntos favoreçamos, quem sabe, aclarar o nosso papel de guardião dos recursos hídricos.
Vocês já ouviram dizer que governos se preocupam com o Meio Ambiente? Já ouviram dizer que organizações não governamentais acompanham os governos, preocupando-se também com o Meio Ambiente? Educação é o melhor caminho para a preservação do Meio Ambiente?
Aposto que muitos de nós já ouvimos tais perguntas, por vezes até as fazemos, sem, contudo chegarmos a nenhuma conclusão definitiva. Eu sou um dos que pensam bastante sobre o assunto e, vira e mexe sou perguntado a respeito, mas confesso que morro de duvidas, e só me arrisco a dizer que tal imbróglio é devido principalmente pela inconstância na aplicabilidade de políticas inerentes não só ao nosso habitat natural, como também ao nosso nicho ecológico.
No contexto ambiental, estão os recursos hídricos. Que embora se observe pelos países mundo afora tanta verbalização sobre a questão da água, é fácil também detectarmos negligência e falta de visão em relação a este recurso. No âmbito individual, temos o individuo comum que desmata as margens dos igarapés e fixa residência ao longo dela, e do lado coletivo, considero o governo como sendo fundamental para levar a cabo, políticas públicas adequadas para o nosso nicho ecológico em relação à água, uma maneira bem simples, mas de extrema relevância, são as medidas preventivas, por exemplo, a construção de fossas sépticas para todas as casas fixadas ao longo dos igarapés e o desvio de esgotos para fora dos leitos hídricos, exigido pelo órgão público concernente. O que não acontece, hoje!
Espera-se, no entanto, que os seres humanos tenham pela água um respeito especial e urgente, que procurem manter seus reservatórios naturais e salvaguardar sua pureza e, não fragmentar a floresta, despejar dejetos residenciais e assorear igarapés. Porque assim, estaremos acelerando a cessação de água potável e de espécies nativas do ecossistema aquático numa demonstração eloquente do desalinhamento da importância da água à vida.
Será que ainda não sabemos que, das substancias, a água, é a que mais precisamos em nossos organismos? A importância da água está no fato de que dela, fenômenos vitais, como respiração, fotossíntese, excreção e digestão, nos quais ocorrem diversas reações químicas, são dependentes, além do que, a água participa ativamente da regulação da temperatura corporal dos organismos vivos.
Nós brasileiros, somos privilegiados no que concerne à água, haja vista a quantidade de bacias hidrográficas dentro do território nacional, especialmente, na região norte. Mas, o crescimento nas mais variadas atividades econômicas, inseriu o Brasil num contexto de despreparo quanto a utilização da água, seja no simples ato de tomar banho seja no âmbito industrial.
O fato é que, nós humanos, de maneira continua, cometemos imperícia concernente ao uso da água. E, o que estamos fazendo para mudar o atual cenário hídrico, aqui no Brasil ?
17 abril, 2011
Água: A Celebração da Vida!
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22 março, 2011
NO CÁRCERE DOS FENÔMENOS NATURAIS

O nosso planeta Terra orienta-se por um processo de ajustamento em suas características geológicas e climáticas ao custo de perdas imensuráveis de riquezas biológicas e de fatores abióticos, geradas por entre outras causas: o intemperismo e os movimentos das placas litosféricas (mais comumente conhecidas por placas tectônicas).
A comunidade cientifica postula que a Terra é internamente aquecida ainda por uma fração de calor restante desde o inicio de sua conformação, há 4,5 bilhões de anos, mas, em ultima instancia, esse aquecimento é condicionado pelo acumulo da radiação de seus materiais intraterreno que, junto à energia potencial acumulada do atrito entre as placas , quando liberada na forma de movimento em grande quantidade, surgem os terremotos, fenômeno que tem ocorrido em uma escala capaz de gerar desastres colossais, incalculáveis. Vide a catástrofe japonesa, a mais recente. Ver imagem acima.
No que concerne ao Japão, pode-se afirmar que, terá que conviver com os terremotos e/ou Tsunamis, uma vez que infelizmente, ele está sobre divisões de duas ou mais placas tectônicas.
Sob essa perspectiva, portanto, pode-se inferir que, o monitoramento das placas tectônicas é fator essencial para a redução de perdas humanas, principalmente. Evidentemente que hoje, ainda não se tem tecnologia capaz de apontar antecipadamente a ocorrência de terremotos, mas mensurar seus impactos em regiões tidas como críticas, sim. Para tanto, é necessário que se desdobre os investimentos em tecnologia visando o monitoramento do risco de catástrofe. Os efeitos do terremoto seguido de Tsunami que atingiu o Japão confirmam essa necessidade da cobertura tecnológica conectada a recursos e planejamento.
Hoje, não se trata mais da mera continuidade do “bem sucedido” plano ambiental global, um dos melhores já orquestrados da história desse planeta, mas, trata-se também de pensar o futuro que queremos e iremos construir. Por outro lado, não há como pensar o futuro se o presente é um planeta devastado. O presente de hoje ainda não é, o ultimo suspiro. Mas a permanência desse caminho nos apequena e nos joga ao cárcere com os pesados grilhões dessa inoperância. Aguardemos, portanto, mudanças de atitudes tanto no aspecto individual como governamental no que concerne aos fenômenos naturais e depreciação ambiental.
Credito da imagem: essaseoutras.com.br
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12 dezembro, 2010
Caxiuanã e seu Paradoxo: zelar para explorar

Este post dará ênfase ao que de mais especial tem em Caxiuanã, a percepção da indigência da preservação dessa grandiosa área, que agrega dentro de seus limites, cenários de biodiversidade sem igual. A ausência do homem nessa área é o fato que nos leva a entender, do que é capaz a atitude em prol da preservação da vida, seja ela, animal ou vegetal, contra ações antropogênicas que, trivialmente, neste momento, seria fatal. Um exemplo clássico disso, é o atual cenário da área do pólo madeireiro de Breves, potencialmente exaurido. Entretanto, a priori, se apresenta como um paradoxo, pensar, na intocabilidade dessa área durante cinco décadas, e a qualquer momento abra-se às suas portas para a exploração, obviamente, pelo até então, seu guardião (o governo). Por si só, os tipos de riqueza biológica presente neste texto, exige que a área de Caxiuanã se torne uma ferramenta de uso contínuo para o bem de todos, mantida a complexidade de sua biodiversidade e lincada ao homem como um museu contemporâneo da biota selvagem, focado para a pesquisa, ecoturismo, educação ambiental e a manutenção das espécies.
Mas, é extremamente desconfortável saber que é questão de dias para que máquinas entrem na área de Caxiuanã e derrubar arvores, dar cabo à fauna do solo, aterrorizando aves e os mamíferos metamorfoseando as trilhas do impacto em efeitos adversos imutáveis. Pode-se afirmar dois fatores sobre Caxiuanã: 1º - É diminuto o conhecimento sobre o seu fator biótico e, 2º - Até o momento, ninguém sinalizou com a vontade política suficiente para a construção de um plano de manejo capaz e minucioso da área com força para gerar condições mínimas o que numa eventual ação antropogênica, evitaria um efeito colossal para este monumento até hoje, preservado.
A área de Caxiuanã (nos municípios de Melgaço e Portel, no Pará) apresenta um cenário sistêmico complexo e diverso. E pelo que se sabe, embora a atuação presencial de pesquisadores de diferentes áreas científicas venha ocorrendo de maneira contínua, por mais de 16 anos, conclui-se após um estudo dos levantamentos da biodiversidade, que o grau de conhecimento da fauna e flora da referida região, mesmo sendo avanço extraordinário, não vai além de uma fração do todo daqueles ecossistemas ricos em fatores bióticos.
E de acordo com os resultados valorados nos três livros publicados sobre Caxiuanã, o total de espécie da fauna devidamente identificado, hoje, é de 1.103, sendo que o número da flora, fungos e líquen, é de 2.400, perfazendo um total de 3.503. Neste momento, este é o número a ser considerado como oficial e conhecido em Cxiuanã.
A partir dos idos 1961 começou o processo de preservação da área de Caxiuanã com a desocupação da área e com isso veio o vazio demográfico hoje existente na área da FNC – Floresta Nacional de Caxiuanã, fato que, essencialmente até o momento, fomenta a preservação de Caxiuanã. Evidentemente que não se pode predizer exatamente os efeitos na área, se a FNC não tivesse sido criada e não contasse com a presença do IBAMA. Mas, sabe-se o que ocorreu na região das ilhas que já foi o maior pólo madeireiro da Amazônia e, por isso entende-se que a região em questão, caso não tivesse sido preservada desde 1961, sofreria um impacto titânico diante da ação antropogênicas (exploração madeireira), com efeitos adversos irremediáveis sobre a sua flora e fauna.
Hoje, entretanto, a exploração manejada de Caxiuanã me parece mais próxima, o único empecilho é a falta de estudos e, por conseguinte, a falta de conhecimento suficientemente capaz de alavancar o seu plano de manejo. Neste ínterim em que Caxiuanã tornou-se intocável à exploração, transformou-se num “almoxarifado” dos fatores bióticos mesmo com algum grau de exploração sustentável pelos humildes ribeirinhos residentes da área.
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27 setembro, 2010
Manter a Beleza de nosso Igarapé é obrigação de todos os Filhos do Maú!

Filhos do Maú!!
Os problemas ambientais urbanos são isentos de um caráter transfronteiras, mas são ubíquos em todos os continentes. É sabido que, em sua maioria, a degradação ambiental a nível global e regional tem a sua gênese nas grandes cidades. O Meio Urbano, ou seja, a cidade, que é um sistema especial composto por apenas uma etapa consumidora, ainda assim, interfere por meio da geração de grande quantidade de subprodutos como: resíduo sólido (Lixo), em vários e diferentes ecossistemas, muitas vezes situados a milhares de quilômetros de distancia.
É, verdade! Fala-se muito dos efeitos adversos ambientais das grandes zonas urbanas, mas, não podemos ficar de olhos vendados e até esquecer que as pequenas áreas urbanas também estão sofrendo graves impactos ambientais, seja por não dispor de recursos para implementar sistemas de saneamento básico e coleta seletiva de lixo seja por desprovimento de consciência, sensibilidade e envolvimento ambiental das pessoas integrantes da comunidade. E, neste sentido, começo a me preocupar com a minha amada Vila Maú!
Vila Maú faz parte do município de Marapanim. Hoje, Vila Maú ainda é um dos mais belos lugares para ficar de bem com a vida, renovar as energias e sonhos de vida (ver foto). Entretanto, hoje é real a necessidade de se expurgar a improvisação ou cuidar de forma não ordenada dos olhos azuis de Vila Maú, ou seja, o seu majestoso Igarapé. É necessário integrar o cuidado ambiental aos demais sistemas gerenciais internos da comunidade Mauense (Filhos do Maú).
Prezados Filhos do Maú! Enquanto os efeitos adversos ambientais europeus, asiáticos,... e americanos decorrem, predominantemente, dos acidentes industriais e até nucleares, o nosso Igarapé já grita por socorro devido ao lixo deixados às suas margens por nós mesmos e por àqueles que lá freqüentam. É igualmente motivo de preocupação a falta de sensibilidade dos amigos residentes de Vila Maú quanto à situação do Igarapé, pós fim de semana, gente, ele é único e talvez, seja o motivo real de tantas visitas a esta bela e acolhedora comunidade ao longo de todo o ano. Portanto, sejamos “Guardiões” do nosso Igarapé, ok?.
Hoje, o cenário de Vila Maú é notório como nunca foi antes, as mínimas melhorias que lhe ocorreu favoreceu essa notoriedade aos olhos de milhares de paraenses e não paraenses. Mas, é verdade também que, Vila Maú, no momento atual, exige uma gradual gama de iniciativas políticas, agregando a ela, investimento por parte do Estado e Prefeitura, incorporando dessa maneira, resultados compensatórios em vários aspectos, especialmente em termos de Qualidade Ambiental.
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28 novembro, 2009
BIODIVERSIDADE, PEDE SOCORRO!

A biodiversidade, hoje, exige uma mudança mais contundente do papel dos humanos no ecossistema, tanto na essência deste papel como na percepção do mesmo. Os fatos nos mostram que, a biodiversidade em qualquer parte do Planeta há muito foi preterida em favor da mudança climática e por isso está muito atrás na corrida ambiental contemporânea, principalmente se considerarmos os bilhões de Euros colocados sobre a mesa que, se bem aplicados poderiam conter os avanços do desflorestamento tropical. Apesar de tudo, acredito que ainda no século XXI, a importância atribuída à biodiversidade chegará ao mesmo patamar que à da mudança climática.
É extremamente importante que, não fiquemos estáticos até que a riqueza biótica, entre ela às florestas, chegue próxima da destruição total, para só então, entender e permitir o acesso das potencias econômicas na questão para valorar a floresta. Apartir, daí, prover motivação para o investimento sobre as ações que tenham o propósito de conservar e recuperar áreas florestais. A Shell Hydrogen, na pessoa do Sr. Don Huberts, encapsulou um cenário análogo a essa questão quando disse: “a idade da pedra não acabou porque nós esgotamos as pedras e, que a idade do petróleo não acará porque nós acabamos com o petróleo”. Seguindo esta linha, quero dizer: a idade da destruição das florestas (desmatamento), não tem que acabar porque nós levamos a floresta à exaustão.
Hoje, os trabalhos ambientais fazem emergir um conceito que pode causar forte mudança no atual formato de relacionamento entre nós e o Meio Ambiente, principalmente influenciar no processo de utilização do solo amazônico. A disposição para remunerar (WTP = valor de uso + valor de opção + valor de não-uso) por trabalhos ambientais entre eles: estoque de Co2, manutenção de recursos hídricos e da biodiversidade. Tem sido permanentemente inferior aos valores conseguidos através de estimativas que tentam imputar valoração “real” sobre os trabalhos. Há muito, o que fazer para modificar a atual base da economia na Amazônia, de tal maneira que a operacionalidade econômica consiga manter a floresta, em vez de destruí-la. No entanto, para que essa modificação consiga o desejado, ou seja, fazer deste ambiente o suporte das necessidades do homem nestas áreas, temos que obrigatoriamente que sustar o desperdício do recurso natural através do desflorestamento sem o mínimo de critérios, acoplados à sustentabilidade.
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19 novembro, 2009
Brasil não sabe explorar o potencial econômico da biodiversidade

Que o Brasil é o ”dono“ da maior biodiversidade existente no Planeta, todos sabemos e que, a maior parte dela está na região amazônica também. Entretanto, o diminuto conhecimento para sistematizar e valorar esse patrimônio biótico exuberante, nos força a fazer uma indagação pertinente. A partir de quando o Brasil transformará adequadamente a riqueza natural bruta em bioprodutos, capazes de alavancar o desenvolvimento econômico e sustentável do nosso País, tanto no sentido figurado como no sentido literal que o contexto exige?
Em não tendo as ferramentas apropriadas para valorar o pouco já conseguido, os órgãos inerentemente ligados à questão ficam sem luz (num apagão total). O que se pode inferir é que, a riqueza natural bruta brasileira ainda vai demorar a ser manufaturada, ou seja, transformada em bioprodutos.
O Amazonas, por exemplo, que se orgulha dos seus 98% de sua área de floresta intacta (e é um bom motivo para isso), hoje, não tem noção, do impacto dessa riqueza bruta sobre a sua receita. Isto se deve a um importante fator: Instalação do Pólo Industrial de Manaus, na década de 60, sobre o qual, está toda a economia do Estado. Fato, que se por um lado, favoreceu a preservação da floresta, por outro, paralisou os amazonenses, impedindo-os de caminharem na direção de novas metodologias e aprimorá-las para a transformação de biodiversidade em bioprodutos.
No âmbito nacional é de conhecimento global o gigantesco avanço do agronegócio brasileiro, porém, a gênese de seus produtos não está na riqueza biótica dos biomas existente aqui, ao contrário, só para exemplificar, café e cana-de-açúcar, são produtos adaptados no Brasil pelos produtores rurais, contando com a ajuda do conhecimento científico gerados nas EMBRAPAS. Portanto, nas exportações brasileiras, a biodiversidade ainda exerce uma importância tênue.
Assim, a comunidade científica brasileira tem em mãos o seu maior desafio: formular as melhores metodologias para manufaturar os imensuráveis recursos bióticos amazônicos em riquezas que possam atender a todos sem exceção, com o mínimo de impacto ambiental, dando assim oportunidade da biodiversidade perdurar.
Esperamos então, que os amazônidas usem a Conferência de Copenhague como ferramenta em prol da sustentabilidade da Amazônia.
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18 novembro, 2009
Coca Cola compra açúcar de Usina irregular, sem licença ambiental

O governo federal, percebendo que o desenvolvimento do Brasil passa obrigatoriamente pela defesa da Amazônia, criou mais um mecanismo para ajudá-lo nesta importante questão. Desta vez o foco é evitar a degradação de áreas com cobertura vegetal primária, promovido pelo cultivo da cana-de-açúcar e, portanto, para isso, foi formatado e já divulgado o Zoneamento Agroecológico (ZAE). Com esse dispositivo, busca-se atingir os objetivos pontuais para a região amazônica, como por exemplo: a proteção à biodiversidade e à preservação do solo amazônico.
Com o ZAE aprovado, num primeiro momento, ele irá mesmo que de maneira não intencional, beneficiar a única usina existente no Estado do Amazonas, a Agropecuária Jayoro, cuja produção de açúcar se destina à Coca – Cola Brasil, ou seja, este açúcar é um dos insumos do concentrado dos produtos da The Coca – Cola Company, no Brasil, Venezuela, Paraguai e Colômbia.
Entretanto, uma poeira está a acobertar uma realidade estéril do ponto de vista da sustentabilidade da Amazônia, sobre o processo produtivo da Agropecuária Jayoro: ela não tem licença ambiental dos seus 4 mil hectares de canaviais e de seus 400 hectares de pés de guaraná, logo, se o órgão competente do Estado do Amazonas quisesse, colocaria sobre esta usina, os rigores da Lei que o caso implica.
A fornecedora de açúcar da Coca – Cola, a Jayoro, foi pega pelo crivo do Ministério Público Federal em 2008 devido a outra Não – Conformidade: contaminação de igarapés, pelo uso de agrotóxicos. Ocasião, na qual, toda a comunidade no entorno, foi prejudicada. No entanto, o órgão do estado (Ipaam) de forma estranha disse que a Jayoro estava atendendo todas as legislações pertinentes, mas, o MPF no afã de resposta, solicitou os laudos das análises das águas, o feedback obtido dizia que a licença da Agropecuária Jayoro estava em processo de análise. Passados dois meses, o órgão estadual tendo que dar uma resposta conclusiva sobre o caso, liberou um parecer, no qual, dizia: a licença ambiental não foi renovada.
A Agropecuária Jayoro, além de não ter a licença ambiental, ela, se apossou de novas áreas e as incorporou às que já tinha, o que significa dizer que, mais áreas serão degradas pela fornecedora de açúcar da Coca – Cola. Salvo engano, há bem pouco tempo atrás, a rede varejista do Brasil chegou a suspender a compra de carne de animais criados em áreas desmatadas ilegalmente da Amazônia. Neste caso, da Jayoro, o que podemos esperar, por exemplo: do governo do Amazonas, que vende uma Amazônia sustentável mundo a fora, mas que ainda não aprendeu a cuidar da sua cozinha (o Amazonas), da Coca – Cola que por sua vez, diz ter na sua filosofia de gestão ambiental: a preservação dos recursos ambientais. Bom, os fatos dizem o contrário. É esperar pra ver o que farão a respeito ou até onde vai à reciprocidade entre as partes envolvidas quanto ao desleixo com a questão ambiental.
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12 novembro, 2009
Amazônia! Tem a menor taxa de desflorestamento

Num evento ocorrido em Brasília (no Centro Cultural Banco do Brasil, hoje à tarde), que contou com as presenças: do presidente Lula, ministros e governadores amazônicos. Novos dados a respeito do desmatamento da Amazônia foram divulgados. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, na pessoa do Sr Gilberto Câmara, a Amazônia Legal apresentou 7 mil km² desflorestada no intervalo de tempo entre agosto de 2008 a julho de 2009.
O Diretor do Inpe, o Gilberto Câmara, atribui uma margem de erro de 10% sobre os novos resultados, os quais, segundo ele, serão ratificados em março de 2010. No entanto, tendo em vista os números predecessores aos de hoje, pode-se afirmar que esta, se trata da menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal.
O ano de 2004 é considero por Câmara, o momento pontual para a percepção de uma retração significativa do desflorestamento, com redução contínua ao longo dos últimos 6 anos. Se pegarmos os valores do período entre agosto de 2007 a julho de 2008, fica óbvia uma redução de 50% do desflorestamento entre esse período.
O evento, também serviu para fortificar a credibilidade do mecanismo utilizado pelo Inpe, tanto para coleta de dados como para análise dos mesmos e que sua qualidade é reconhecida pela comunidade internacional.
Alguns números referente à redução do desflorestamento foram apresentados pelo pessoal do Inpe,valores obtidos entre agosto de 2008 e julho de 2009, por exemplo: Mato Grosso 65% de redução, Rondônia reduziu 50%, Pará 35%, Amazonas 30%, Maranhão 20% e o Acre apresentou 18% de redução.
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08 novembro, 2009
G20 não obteve acordo sobre crédito ambiental
QUESTÕES CLIMATOLÓGICAS CONTINUAM SEM PACTO NO G20
No último Sábado (dia 7),o G20, numa demonstração de que não será fácil trabalhar em sinergia visando à definição de valores para os itens essenciais da Conferência em Copenhague, mais uma vez as cúpulas saíram de uma reunião sem nada definir. Desta vez o fracasso ficou por conta dos chefões de áreas estratégicas como: finanças e bancos centrais. A Escócia foi o território escolhido para esta reunião, a qual não foi de forma alguma produtiva, já que, embora sendo o foco do debate nesta reunião, não chegaram ao consenso em quantificar o financiamento das contramedidas para alterações climatológicas.
A intenção dos ingleses, que receberam o G20 na Escócia, era consensualmente fincar o pé em 100 bilhões de euros para custear o mecanismo de controle das alterações climatológicas até o ano de 2020.
A partilha das custas do mecanismo de controle foi o entrave para se chegar aos arranjos, ninguém (neste momento) quer assumir a conta. De acordo com o Ministro das finanças russo, o Sr Alexei Kudrin, o momento exige cautela a respeito da acumulação de novíssimas obrigações sobre os países mais humildes, a justificativa é a seguinte: o acumulo de obrigações poderia retrair outras ações essenciais para a “erradicação” da indigência humana.
Por outro lado a cúpula da União Européia defende a implementação de um ambicioso acordo global, cujo valor estaria na casa dos 100 bilhões de euros por ano, focando exclusivamente os efeitos adversos ambientais, até 2020.
A reunião do G20 na Escócia serviu para reabrir duas questões triviais que foram: aquinhoamento do ônus das metas de emissões carbônicas e o comportamento modorral dos Estados Unidos, que, aliás, foi fortemente criticado, pela ausência de uma retribuição formal na redução de suas gigantescas emissões de CO2.
Então, a Conferência em Copenhague que será a maior de todas, na defesa da natureza, fica sendo o elo de esperança para que os arranjos necessários para encararmos os efeitos adversos ambientais de hoje e, controlar as emissões de carbono, aconteça, já que estarão lá cerca de 40 líderes mundiais.
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05 novembro, 2009
Amazônia! Banco da biodiversidade perde 400 km² de floresta em setembro
A Floresta Amazônica, hoje, se encontra sob vários tipos de pressão humana, como por exemplo: desmatamento. E de acordo com o Instituto Imazon 53% da Amazônia Legal está numa situação fundiária incerta, fato que impulsiona a destruição da cobertura vegetal, bioma sobre o qual, se encontra a maior biodiversidade do planeta.
Atentos a esta questão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) através dos seus satélites registrou um dado ainda preocupante se analisado apenas pelo lado degradante que é o desmatamento em si, por outro lado, os valores, sobre uma visão mais ampla nos dá uma diminuta alegria. E qual seriam esses números geradores desse efeito? Bom, os satélites registraram no mês de setembro deste ano o seguinte: 400 km² de área desmatada na Amazônia. E onde está a diminuta alegria sobre esse resultado? É o seguinte: se comparamos com os valores de setembro de 2008, período em que o desmatamento chegou a 587 km², constataremos uma redução de 31,8%. Sabemos que é um resultado tênue diante da complexidade desse processo, até pelo fato de que a área desmatada equivale a um terço do Rio de Janeiro, mas já é um sinal revigorante ao combate às distorções predatórias sobre a Floresta Amazônica.
A “surpresa” fica por conta do primeiro lugar no rankin de Estados que mais desmatam. O Pará que há meses liderava esse infortúnio, ficou em segundo lugar com 133 km², o Mato Grosso com “maestria”, conquistou a “coroa” e agora sendo o Rei do desmatamento lidera o rankin com 134 km² de área desmatada.
As observações feitas pelos satélites, se deram em bom nível, pelo fato de que 82% da Amazônia Legal se encontrava livre de densa camada de nuvens, fato que permitiu boa visualização. O estado do Amapá foi à exceção, as densas nuvens foram à causa da não observação adequada e por isso os dados não foram considerados.
Outros estados, no entanto, segundo o Inpe apresentam acréscimo de novas áreas desmatadas. Os estados e suas áreas desmatadas detectadas pelo satélite são os seguintes: Rondônia com 71 km², Amazonas 31 km², Maranhão 14 km², Acre, Roraima e Tocantins aparecem com 9, 7 e 1 km² respectivamente.
Essas áreas foram medidas pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), que leva em consideração as áreas acometidas por corte raso (desmatamento levado a cabo) e as que se encontram em processo de degradação contínua. O objetivo desse Sistema é alertar os órgãos regulatórios ambientais, quanto às necessidades de ações fiscalizadoras nas áreas coberta, pelo dito sistema.
De maneira, até então, sem justificativas, as áreas detectadas e medidas em setembro deste ano, não serão inseridas para o cálculo da taxa anual de desmatamento para o período (2008/2009). Sem detalhes, o pessoal do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), levará em conta a derrubada florestal que ocorreram entre agosto de 2008 e julho de 2009, daí sairá o valor total. O governo estima que desse período se possa obter o menor valor já alcançado nos últimos 20 anos.
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22 outubro, 2009
Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060.
De acordo com o mais novo estudo do Departamento Meteorológico britânico, a elevação do aquecimento planetário de 4ºC prenunciado pelo IPCC pode fomentar efeitos assombrosos à América Latina e deve repassar um aumento na temperatura na Amazônia entre 8ºC e 10ºC, o que significa dizer que, será a destruição de grande parte da floresta.
Infelizmente, o homem está construindo os meios favoráveis para que essa tendência funesta venha se concretizar já em 2060, antecipando em quatro décadas às previsões do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas.
O estudo do cientista José Morengo (INPE), revela que as chuvas no nordeste terão uma eventual redução entre 40% e 60% se comparadas com as atuais, até 2100. Somando-se a isso, haverá prolongamento do período da seca de 12 para 30 dias/ano, intensificando o risco de estiagens, assim como a retração acentuada da área produtiva para o cultivo de grãos. Além do que, a produção de eletricidade será severamente atingida devido à redução do volume de água em 25% na Bacia do Rio São Francisco.
O Instituto de Potsdam, na pessoa do Sr Stefan Rahmstorf, assegurou que a elevação da temperatura de 4ºC provocaria a subida do nível das águas marinhas de 1 a 1,3 metros até 2100 em relação aos valores de 1990. Os países mais ameaçados por essa anomalia são: Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador, Guianas Francesas além da Península de Yucatán, no México.
Resultados do estudo do Departamento Meteorológico britânico, afirmam que grande parte das áreas mais baixas da América Latina e do Caribe já está sentindo os efeitos da elevação do nível das águas marinhas.
No seio da comunidade cientifica predomina a convergência no sentido de que, é possível elaborar a compilação de contramedidas para encarar o problema, baseado no fato de que a elevação da temperatura ocorre lentamente. Entretanto, a sinergia entre eventos naturais e eventos antrópicos pode gerar problemas imediatos.
Embora não tenha descartado um aquecimento maior, o IPCC fincou o pé no seu valor de 4ºC para a elevação da temperatura global até o fim deste século, este aumento é dependente das emissões de gases do efeito estufa. Portanto, às emissões de gases do efeito estufa é um Item de Controle Liberatório. E isso exige que controlemos o volume de gás emitido para a zona atmosférica, buscando reduzir o aquecimento planetário.
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27 setembro, 2009
RECICLAGEM DO LIXO É MUDANÇA DE ATITUDE!
Para criarmos um Ambiente sadio, precisamos Reciclar!
É fato que, em algumas áreas urbanas, o processo de reciclagem utilizando a Coleta Seletiva de Lixo Urbano (CSLU), emerge com resultados satisfatórios, favorecendo o reaproveitamento de resíduos momentaneamente descartados do processo produtivo e de consumo, assim como contribuindo para a mudança de percepção social em relação ao lixo. O reaproveitamento dos resíduos tidos como reutilizáveis ao processo produtivo e de consumo, exige um formato de cadeia econômica capaz de agregar fatores como: dinheiro, novas tecnologias, gente, transporte etc., esse novo nicho econômico está revertendo um quadro vexatório para várias pessoas, que antes retiravam do lixo seu alimento e hoje, podem ter a oportunidade de gerar sua renda através da venda de produtos recicláveis, e, assim, ter condições de alimentar-se não mais do lixo, mas de alimento digno a um ser humano. Os efeitos adversos gerados pelo lixo à sociedade moderna requerem um tratamento eficaz, por parte do poder público. Para confirmar esse novo cenário um fato fundamental precisa acontecer, qual seja: mobilização social inteligente. Esta, não é uma questão fundamental somente para a questão do lixo, mas, controle epidêmico, promover a saúde, gerir com qualidade as cidades e atingir cidadanias nos mais variados espectros.
É importante ressaltar que, a geração de lixo é excessiva, no entanto, mais grave é a destinação, que em muitos casos, não considera o questionamento: disposição final ou reutilização? As soluções encontradas frequentementes no Brasil são: (a) Lixões, cuja disposição inadequada desses resíduos gera impacto ambiental grande, haja vista que degrada o solo, contaminam o lençol freático, rios, mares e gera graves problemas sociais já supracitados. Normalmente, esses lixões são criados em áreas próximas dos rios, o que potencializa o impacto ambiental; (b) Aterros Sanitários, os bem projetados e bem operados são poucos no Brasil. Apesar de serem uma solução tecnicamente correta, ocupam grandes áreas e os conhecidos tem uma vida útil de 15 a 30 anos. Tais aterros exigem um acompanhamento rigoroso, mesmo depois de cessado o seu tempo de vida útil. Pela possibilidade de contaminação do lençol freático e pela formação ininterrupta de gás metano, que deve ser aproveitado ou disperso de maneira adequada, para não haver risco de explosões; (c) Incineração, é um processo muito caro, pois necessita de plantas incineradoras de alta tecnologia e segurança. Queimar simplesmente o lixo acarreta problemas ambientais mais graves, pois ocasiona produtos tóxicos voláteis e a sua dispersão pela atmosfera atinge uma população muito maior do que a afetada pelo lixo em sua forma sólida.
Nas cidades brasileiras, a coleta do lixo urbano é terceirizada, empresa contratada pelo poder público que recolhe sem nenhuma preocupação em segregar o lixo orgânico do inorgânico, que têm como destino certo os lixões. Mas, essa realidade pode ser mudada, basta o poder público prover junto à sociedade atitude política correspondente à gravidade do assunto, desenvolvendo amplo programa de conscientização/sensibilização, e tomada de ação, envolvendo todos os nichos da sociedade brasileira, dessa forma os resíduos seriam segregados na origem e destinados a uma central de seleção, onde os “sucateiros” fariam a separação final para enviar às empresas com tecnologias específicas para o processo de reciclagem, portanto, assim, evitaria que o lixo fosse recolhido sem critérios pela empresa contratada pelas prefeituras dos municípios.
É dito que o lixo brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Em contra partida, o gerenciamento dos resíduos sólidos ainda é incipiente e a confirmação disso é que, no Brasil se recicla 5% do lixo urbano, muito aquém dos países desenvolvidos que chega a 42%. A previsão é que, os resíduos com resistência à decomposição poderão quadruplicar até o ano 2025. A produção de lixo no Brasil, hoje, é de aproximadamente 230 mil toneladas/dia, por pessoa a média fica em torno de 500 gramas de lixo/dia, com possibilidade de ultrapassar 1 kg, dependendo do hábito de vida e local em que mora.
Nós precisamos, enquanto cidadão, entender que, os méritos da Coleta Seletiva e Reciclagem são essenciais, como por exemplo: redução do lixo resistente à decomposição, redução do consumo de recursos naturais, prolongar a vida útil dos aterros sanitários, reduzir a poluição do solo, da água e do ar e zerar o desperdiço, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Se fala tanto em Reciclagem, então o vem a ser a Reciclagem? Reciclagem é um termo que está sendo utilizado há mais de 30 anos, quando do inicio da preocupação com o Meio Ambiente, porém, por definição ele agrega o significado de “Reciclar”, ou seja, pode ser entendido como sendo o ato de através de vários processos um determinado material retorne ao seu ciclo de produção, após já ter sido utilizado e descartado, para que novamente possa ser transformado em um bem de consumo, assim economizando energia, insumo e preservando os recursos naturais e o meio ambiente.
As nações desenvolvidas estão priorizando programas de redução, reutilização e reciclagem de resíduos. O Brasil não pode ficar às margens dessa nova realidade, já que, quanto maior o conglomerado urbano e a renda de seus habitantes, maior o consumo de bens e, portanto, maior o volume de resíduos gerados. Considerando que a área de uma cidade não é apenas o espaço ocupado pelo perímetro urbano, mas também a área utilizada para a produção de alimentos, geração de energia e destinação de resíduos, a área mobilizada e a diversidade de recursos naturais são muito maiores do que aparentam. Essa condição leva à geração de impactos ambientais que afetam as condições de sobrevivência dos ecossistemas e da vida no planeta.Assim, a Educação Ambiental é o melhor meio de se atingir eficiência na Gestão dos Resíduos Sólidos e praticar o Programa Três Rs.
Prática dos Três Rs: Redução, Reutilização e Reciclagem
Redução: É diminuir a geração de resíduos. Neste caso, há ação direta no processo produtivo. Promove a redução de matérias-primas e insumos na produção devido à padronização do processo de fabricação, (deve-se adquirir apenas o suficiente).
Reutilização: Devemos recuperar ou reaproveitar tudo o for possível para a formulação de outro produto. Não há ação direta no processo de fabricação.
Reciclagem: É retornar os resíduos ao processo produtivo como parte essencial no processo industrial onde é gerado. Esse resíduo tem papel particular, a de substituição e redução do consumo de matéria-prima. Aqui, se nós já reduzimos e não deu para reutilizar, então vamos RECICLAR.
O velho paradigma de ver o lixo como “coisa inútil” deve ser substituído pelo novo, qual seja: “matéria-prima”, de outro processo produtivo, mas como anteriormente citado, existem as pendências para que isso aconteça: ausência de atitude política suficientemente capaz de promover sua auto-conscientização/sensibilização e da população, nas indústrias esse fenômeno já ocorre.
A Coleta Seletiva é uma alternativa ecologicamente indispensável para a preservação dos recursos naturais e desenvolvimento da sociedade, pois, desviam dos aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que servirão de matéria-prima em outro processo de fabricação.
Como fazer?
Separando os resíduos sólidos em seus recipientes específicos, indicados pelas cores padronizadas pela CONAMA Nº 275 de 25/04/2001. Ver fotos acima.
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23 setembro, 2009
COLETA SELETIVA, PROCESSO ESSENCIAL À SOCIEDADE
Por entender que este é um assunto complexo resolvi enfatizá-lo em duas postagens, esta é a 1ª delas. É uma questão importante e que devemos atentar para suas consequências.
Apesar de não ser mais hoje, uma questão nova, já que há mais de 30 anos vem acompanhando a preocupação como o Meio Ambiente, a coleta e a disposição do lixo ainda estão envoltos por uma sonora gravidade, este assunto carece com urgência da força de vontade de especialista em querer ser provedor de estudos específico. Hoje, a coleta, o transporte e a destinação do lixo ainda são realizados inadequadamente, gerando perdas humanas, sem mencionar os danos: econômicos e ecológicos numa escala exorbitante.
A temática inerente a Coleta Seletiva do Lixo Urbano (CSLU) está tornando-se um dos assuntos mais emergente dos mais variados escopos da sociedade planetária. Na esfera internacional, várias entidades juntamente com autoridades já fazem reiteradamente referências a CSLU. No Brasil, já temos alguns autores expondo suas preocupações referentes à CSLU. A praxe de uma população somando-se a outros fatores determina a composição do lixo urbano, cujo percentual compreende: 65% de material orgânico, 15% de papel e papelão, 7% de plásticos, 3% de metais recicláveis, 2% de vidros e 8% para diversos (trapos, madeira, borracha, couro, louça, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes), com diminuto potencial para reciclagem e com característica poluidora.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o lixo é “qualquer coisa que o seu proprietário não queira mais, em um dado lugar e em certo momento, e que possui valor comercial”. Portanto, com essa definição a (OMS) vem aclarar um grave equivoco fomentado há décadas pela sociedade a respeito do que é lixo, a definição de lixo acima nos permite afirmar que o resíduo sólido segregado na sua origem como: residências e indústrias, e destinados à reciclagem, é matéria-prima ou insumo para outros processos de produção já que terá um valor comercial mensurado e agregado pelo mercado de reciclagem, logo, não podemos taxá-lo de lixo.
Hoje, já podemos comemorar com certa dose esperança quanto a CSLU, já que parte dos seres humanos já abstraíram uma grau maior de conscientização de que, uma mudança fundamental precisa acontecer de maneira que a sua relação com o lixo alcance outro horizonte. A saturação dos aterros sanitários, lixões a céu aberto e etc. agregam efeitos adversos gravíssimos ao meio ambiente, exigindo a atenção de toda a sociedade, já que a sua complexidade é um desafio que requer soluções práticas e imediatas, com resultados satisfatórios a todos. E por falar em desafio, neste contexto, deveríamos desenvolver e aprimorar novas tecnologias, objetivando a redução no consumo, dinamizar o processo de reciclagem, redução de perda da Matéria-Prima em quaisquer que sejam o processo, culminando com a sensibilidade da sociedade em mudar a percepção que os humanos têm do consumo e do lixo.A foto acima nos mostra o ciclo dos resíduos.
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10 setembro, 2009
RESERVA DO PRÉ-SAL, RIQUEZA PARA O FUTURO!
Hoje, as áreas mais relevantes na exploração petrolíferas na zona do pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na área sul-americana situa-se a imensa reserva do pré-sal de propriedade do Brasil, já no lado africano, o pré-sal é explorado no Congo e no Gabão. Somando-se a essas descobertas também estão as áreas pré-sal do Golfo do México e no mar Cáspio, na porção marítima do Cazaquistão.
No Brasil as reservas de petróleo no pré-sal estão em sua zona econômica exclusiva, onde o petróleo é considerado de média e alta qualidade. O complexo petrolíferos do pré-sal situa-se ao longo do litoral dos estados do Espirito Santo e Santa Catarina, numa profundidade de 4 a 6 mil metros no subsolo marítimo, chegando inclusive a até 8 mil metros da superficie do mar agregando uma camada que varia de 200 a 2000 metors de sal. Veja a foto.
A produtividade das reservas do pré-sal é tanta que, bastaram apenas os três primeiros campos como: Tupi, Iara e Parque das Baleias para dobrar as reservas brasileiras, as quais eram de 14 bilhões de barris e hoje chegam a 33 bilhões de barris. Se não bastace esse grande aumento nas reservas petrolíferas, o Brasil foi contemplado pela natureza com a existência de outras reservas com capacidade de 50 a 100 bilhões de barris. Essas descobertas sob a camada de sal se deve ao avanço tecnológico na área da oceanografia como: sísmica 3 e 4D e, técnicas apuradas de perfuração do leito marinho.
Nos primordios do planeta a América do Sul e a África constituiam-se num unico continente, o Pangeia, que por volta de 200 milhões de anos deu origem a dois continente: Laurásia e Gondwana. As placas tectônicas que sustentavam o Gondwana sofreu o processo de separação por volta de 140 milhões de anos, ocorrendo o afastamento da América do Sul da África, e no espaço deixado pelo afastamento dos dois continentes se formou o que é hoje o Atlantico Sul. A formação de vários mares veio juntamente com o aparecimento de áreas semi-pantanosa como os mangues, no qual, ocorreu o desenvolvimento de uma micro-biota complexa e na medida em que seus elementos iam morrendo, estes, se depositavam na forma de sedimento no leito marinho, misturando-se a outros sedimentos e sal, dando origem de rochas cheias de material organico que resultariam na origem às reservas do pré-sal. As eras glaciais promoveram grandes diferenças no nível dos oceanos, favorecendo a deposição de grande porção de sal que acabaram formando gigantescas camadas de sal. Nos periodos inter-glaciais quando ocorreu o degelo das calotas polares, estas camadas de sal novamente foi soterrada, inclusive pelo oceano. Os compostos orgânicos sedimentados a milhões de anos no subsolo oceanico sofreram a ação da: pressão, oxigenação diminuta e degradação lenta, que ao longo do tempo foi se transformando em petróleo, como o encontrado hoje no litoral do Brasil.
As reservas do pré-sal são mais antigas que a camada de sal (halita e anidrita) que abrenge as Bacias de campos e Santos apartir do Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. O sal destas áreas foi depositado quando da abertura do oceano Atlantico, logo após a quebra do Gondwana ao longo da fase de mar raso e clima semi-árido do Neoapitiniano.
Apesar da discussão sobre a exploração do pré-sal ser hoje um dos temas mais discutido, a sua descoberta já faz algum tempo e confirmado em 2007 pela Petrobras. Mas, o Brasil terá que se preparar para enfrentar um complexo problema: o ritimo de extração do petróleo e a destinação desta riqueza natural. Se o petróleo for rapidamente extraído, este correrá o risco de se esgotar em apenas uma geração.
A cúlpula do governo brasileiro quer criar uma empresa especificamente para ser a responsável pela getão dos mega-campos, contratação de petrolíferas para fazer parceria com a Petrobras na exploração do pré-sal e parte dos recursos naturais do pré-sal que ficará com o governo como pagamento seguindo o novo modelo de partilha de produção, ficando a espectativa se esta nova estatal poderá investir em desenvolvimento tecnológico da área. Segundo o governo brasileiro a massiça participação de capital privado juntamente com o risco de tornar-se poderosa demais são os fatores que levaram a não exclusividade da Petrobrás nas gestões e explorações das reservas do pré-sal.
A discussão em torno do pré-sal está dividido entre três grupos onde cada um possui seus objetivos e posições político-ideológicas distintas. Por exemplo, alguns setores do governo defendem o retorno à Lei do Petróleo lei nº 2.004 de 1953, a volta do monopólio estatal e o expurgo das concessões para multinacionais petrolíferas no Brasil, por outro lado, há grupos que defendem tão somente a ampliação de recursos da Petrobrás, não ao monopólio da estatal, entretanto, impondo a retirada das multinacionais. A questão para a oposição do governo assim como também para algumas federações de industrias e as petrolíferas internacionais é brigar pela manutenção do atual modelo de concessão, conhecido como privado. Esses grupos sabendo do risco que correm de perder os privilígios criticam a proposta do governo apresentada em Agosto de 2009.
A proposta do governo federal para formatar um novo marco regulatório defende o modelo de partilha de produção, criação da Petrosal, criar um Fundo de Desenvolvimento Social com objetivo de reinvestir os recursos explorados do pré-sal, e mudar o atual padrão de distribuição dos royalties do pré-sal e etc.
O presidente Lula sabendo da gigantesca importancia da reserva do pré-sal para o Brasil enviou ao Congresso o projeto de lei que apriori teria carater de urgência, mas, com as chantagens feitas pela oposição do governo, o regime de urgencia caiu, e agora o projeto será debatido sob a modorra dos políticos opositores, sem o compromisso necessário que o contexto requer.
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09 julho, 2009
HUMANOS EM ECOSSISTEMAS
Sabemos que apesar de nós humanos, ao longo de nossa existência, ter sido um elemento no ecossistema terrestre, o momento contemporâneo, surge sinalizando para uma transformação ainda incapaz de aclarar as nossas atribuições neste sistema. Ou seja, atualmente somos capazes de transformar o processo básico do ecossistema, e o exemplo clássico disso são as alterações climáticas. A execução deste evento propagando-se continuamente, o que é distinto do evento em sua essência, nos atribui uma nova tarefa: o de “guardião”, isto é, responsáveis por fomentar a preservação da qualidade intrínseca ambiental terrestre.
Neste planeta, os humanos, até onde se sabe é categoricamente o único ser provido de aptidão para prognosticar uma realidade posterior. E dessa forma, este fato fortifica um embasamento para se tomar decisões antevendo os efeitos catastróficos, fazendo uso é claro, da visão de futuro como base para tomada de decisões. Ampliar e aprimorar a base existente e metodologias analíticas que agregam o caráter de “construtor” de cenários realizáveis do futuro, lincado à conjetura de vários cursos de ação assumirem um fator importante da tomada de decisões, entretanto, este não é suficiente. É necessário que além de tomar coragem, temos que exercer o senso de “querer” tomar as decisões e concluir as ações que elas implicam.
De acordo com (Daly, 1997), vários profissionais da área econômica vêem o sistema de mercado assumindo pra si, a responsabilidade de melhorar os efeitos adversos inseridos ao meio ambiente. E tão logo seja percebida a redução da qualidade ambiental e aumento de receita, acredita-se que as pessoas estarão motivadas a pagar para manter ou melhorar o meio ambiente. A valorização de arvores induzirá as pessoas a praticar o replantio de tal forma que possa nascer arvores mais rapidamente do que as que são exterminadas pelo desmatamento. Fazendo uma analogia com a transição demográfica, podemos dizer que, as taxas de destruição e reconstrução ambiental ocuparão os lugares das taxas de mortalidade e natalidade na dinâmica de populações.
É claro, que infelizmente, os efeitos ambientais continuamente não chegam a uma solução por conta própria. O desmatamento pode acontecer sem freio e chegar até a última arvore. No El Salvador, por exemplo, o processo de desmatamento chegou até o ponto final. E similar a isso, pode ocorrer, na grande área da Mata Atlântica no Brasil. Inclusive nas áreas de replantio, a totalidade da biodiversidade dificilmente é alcançada: o reflorestamento de áreas desmatadas não consegue recuperar as integridades primarias inerente daquela área.
Existe uma conjuntura inevitável em nossas ações. Em sua maioria, as pessoas ainda observam os problemas da Amazônia neste contexto, inferindo um desmatamento ainda que façamos qualquer coisa objetivando a contenção deste, despertando em nós, preocupações com outros problemas. Especificamente na Amazônia, os fundamentais que norteiam o trilho do futuro de desenvolvimento, se encontram sob a tutela dos tomadores de decisão, estes por sua vez precisam tomar as suas decisões banhadas de responsabilidades que o cenário requer. O futuro depende de decisões humanas.
O ser humano, agregou a seu caráter, a livre vontade, e, em sua maioria, as relações de humanos no meio ambiente serão aquelas que nós desejamos ou queremos que ela seja. Mas, dentro de um conjunto de limites. Não temos o direito de quebrar as regras e permanecer expelindo poluentes para a atmosfera planetária, matando florestas e poluindo as águas sem pagar um preço.
Entre humanos e Meio ambiente, há uma forte reciprocidade, e esta relação usam em ambos os sentidos: dos seres humanos para o Meio ambiente e vice versa.
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