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09 outubro, 2010

Excesso de Carbono vai alterar o Clima no futuro!


Uma questão bem atual foi levantada pelo cientista Steven Davis, da Instituição Carnegie, qual seja: Qual seria o efeito, se não ocorresse à troca de todas as máquinas que expele, hoje, o CO2 para a atmosfera, pós tempo útil?
Bem, a resposta, é um tanto quanto óbvia. Teríamos um acumulo de carbono inferior ao que vários cientistas afirmam como sendo o limite suficiente para gerar as catástrofes, vinda do aquecimento planetário. A afirmação é dos pesquisadores na revista Science.
Evidentemente que esse fenômeno é hipotético e, não tomará forma de concretização! No entanto, a questão formulada foi para preencher a lacuna a respeito do quanto o nosso planeta aqueceria se pudéssemos trocar as atuais tecnologias geradoras de CO2 pelas alternativas tidas como: tecnologias limpas.
Estima-se que, usina elétrica e/ou carvão tem 40 anos de vida útil; o último modelo de carro americano de passageiro tem 17 anos de vida útil, portanto, levando em consideração esse tempo de vida útil, pode-se concluir que: sem exceção, o descarte desses dispositivos fosse feito após seu tempo de uso – a elevação da temperatura na Terra chegaria 1,3ºC acima dos níveis pré-industriais.
Significa dizer que esse processo confere um aumento de CO2 de 430ppm (parte por milhão). Tendo como conseqüência uma variação sob os 2ºC tido como o limite perigoso, cabendo a este contexto, maiores cuidados, já que se o carbono atmosférico chegar ao volume de 450ppm, os 2ºC será atingido.
Mas, partindo do pressuposto que a paralisação de toda e qualquer indústria cliente da atual matriz energética (combustíveis fósseis), é zero, podemos predizer que, a elevação tida como perigosa deva ocorrer ainda neste século. Esta afirmação é do Steven Davis, autor da pesquisa.

12 novembro, 2009

Amazônia! Tem a menor taxa de desflorestamento


Num evento ocorrido em Brasília (no Centro Cultural Banco do Brasil, hoje à tarde), que contou com as presenças: do presidente Lula, ministros e governadores amazônicos. Novos dados a respeito do desmatamento da Amazônia foram divulgados. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, na pessoa do Sr Gilberto Câmara, a Amazônia Legal apresentou 7 mil km² desflorestada no intervalo de tempo entre agosto de 2008 a julho de 2009.
O Diretor do Inpe, o Gilberto Câmara, atribui uma margem de erro de 10% sobre os novos resultados, os quais, segundo ele, serão ratificados em março de 2010. No entanto, tendo em vista os números predecessores aos de hoje, pode-se afirmar que esta, se trata da menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal.
O ano de 2004 é considero por Câmara, o momento pontual para a percepção de uma retração significativa do desflorestamento, com redução contínua ao longo dos últimos 6 anos. Se pegarmos os valores do período entre agosto de 2007 a julho de 2008, fica óbvia uma redução de 50% do desflorestamento entre esse período.
O evento, também serviu para fortificar a credibilidade do mecanismo utilizado pelo Inpe, tanto para coleta de dados como para análise dos mesmos e que sua qualidade é reconhecida pela comunidade internacional.
Alguns números referente à redução do desflorestamento foram apresentados pelo pessoal do Inpe,valores obtidos entre agosto de 2008 e julho de 2009, por exemplo: Mato Grosso 65% de redução, Rondônia reduziu 50%, Pará 35%, Amazonas 30%, Maranhão 20% e o Acre apresentou 18% de redução.

06 novembro, 2009

Ambiente hostil para "inimigos da Natureza"

Já começa a ser preocupante a estagnação nos ajustes preparatórios para a maior conferência sobre o Meio Ambiente. A 30 dias da conferência das Nações Unidas em Copenhague, a comunidade científica que via na pessoa do Sr Barack Obama, maior comprometimento dos americanos a respeito da mudança climática e, por conseguinte - a liderança capaz de dinamizar o processo de arranjos nesta reta final, começa a temer por possíveis entraves, já que o presidente americano na prática, ainda não correspondeu as expectativas.
Se os arranjos vierem a deslanchar nestes momentos finais, este fato se dará principalmente pelas atitudes não governamentais, o Japão é uma exceção neste caso. A energia que movimentará essa engrenagem vem das sinergias das empresas e sociedade civil.
No Brasil, embora o cenário esteja mais operacionalizado, se comparado com os Estados Unidos, o governo vem sendo pressionado para que tenha uma postura mais ousada. As pressões advêm de empresas que exigem a integralização de alguns compromissos como, por exemplo: incentivos para cortes de emissões na cadeia produtiva, inventário de emissões e etc.
Na Inglaterra, especificamente em Londres, empresas e o primeiro escalão do governo, embarcaram juntos na idéia do cineasta Franny Armstrong denominada de: 10:10. Da idéia formataram uma campanha, que tem como objetivo: reduzir em 10% as próprias emissões até o ano que vem. Estão fazendo parte do grupo de empresas que aderiram à causa às gigantes do setor energético: British e EDF, assim como a consultoria Lógica, entre mais de 450 unidades do grupo.
Bom, que as consequências das alterações no clima assustam, não nos resta nenhuma sombra de dúvida. Sendo assim, a mensagem da comunidade científica é clara: a espécie humana precisa agir imediatamente.
Por outro lado, é bom ficar atento aos ”atuários“ embutido nesse processo que, buscam exclusivamente o markting. Para tanto, não é difícil perceber esse desvio, é só atentarmos para a enxurrada de credenciais ”verdes“, que saíram recentemente.
As organizações mundiais, envolvidas ambientalmente, devem focar suas forças sobre aqueles que estarão na conferência em Copenhague, no período de 7 a 18 de dezembro. Os obstáculos para os arranjos não são poucos, entretanto, num cenário supostamente insalubre aos ”inimigos do clima“, será que pelo menos os que dependerão de nossos títulos de eleitores – darão a si mesmo o luxo de saírem de mãos vazias?

05 novembro, 2009

Amazônia! Banco da biodiversidade perde 400 km² de floresta em setembro

A Floresta Amazônica, hoje, se encontra sob vários tipos de pressão humana, como por exemplo: desmatamento. E de acordo com o Instituto Imazon 53% da Amazônia Legal está numa situação fundiária incerta, fato que impulsiona a destruição da cobertura vegetal, bioma sobre o qual, se encontra a maior biodiversidade do planeta.
Atentos a esta questão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) através dos seus satélites registrou um dado ainda preocupante se analisado apenas pelo lado degradante que é o desmatamento em si, por outro lado, os valores, sobre uma visão mais ampla nos dá uma diminuta alegria. E qual seriam esses números geradores desse efeito? Bom, os satélites registraram no mês de setembro deste ano o seguinte: 400 km² de área desmatada na Amazônia. E onde está a diminuta alegria sobre esse resultado? É o seguinte: se comparamos com os valores de setembro de 2008, período em que o desmatamento chegou a 587 km², constataremos uma redução de 31,8%. Sabemos que é um resultado tênue diante da complexidade desse processo, até pelo fato de que a área desmatada equivale a um terço do Rio de Janeiro, mas já é um sinal revigorante ao combate às distorções predatórias sobre a Floresta Amazônica.
A “surpresa” fica por conta do primeiro lugar no rankin de Estados que mais desmatam. O Pará que há meses liderava esse infortúnio, ficou em segundo lugar com 133 km², o Mato Grosso com “maestria”, conquistou a “coroa” e agora sendo o Rei do desmatamento lidera o rankin com 134 km² de área desmatada.
As observações feitas pelos satélites, se deram em bom nível, pelo fato de que 82% da Amazônia Legal se encontrava livre de densa camada de nuvens, fato que permitiu boa visualização. O estado do Amapá foi à exceção, as densas nuvens foram à causa da não observação adequada e por isso os dados não foram considerados.
Outros estados, no entanto, segundo o Inpe apresentam acréscimo de novas áreas desmatadas. Os estados e suas áreas desmatadas detectadas pelo satélite são os seguintes: Rondônia com 71 km², Amazonas 31 km², Maranhão 14 km², Acre, Roraima e Tocantins aparecem com 9, 7 e 1 km² respectivamente.
Essas áreas foram medidas pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), que leva em consideração as áreas acometidas por corte raso (desmatamento levado a cabo) e as que se encontram em processo de degradação contínua. O objetivo desse Sistema é alertar os órgãos regulatórios ambientais, quanto às necessidades de ações fiscalizadoras nas áreas coberta, pelo dito sistema.
De maneira, até então, sem justificativas, as áreas detectadas e medidas em setembro deste ano, não serão inseridas para o cálculo da taxa anual de desmatamento para o período (2008/2009). Sem detalhes, o pessoal do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), levará em conta a derrubada florestal que ocorreram entre agosto de 2008 e julho de 2009, daí sairá o valor total. O governo estima que desse período se possa obter o menor valor já alcançado nos últimos 20 anos.

22 outubro, 2009

Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060.

De acordo com o mais novo estudo do Departamento Meteorológico britânico, a elevação do aquecimento planetário de 4ºC prenunciado pelo IPCC pode fomentar efeitos assombrosos à América Latina e deve repassar um aumento na temperatura na Amazônia entre 8ºC e 10ºC, o que significa dizer que, será a destruição de grande parte da floresta.
Infelizmente, o homem está construindo os meios favoráveis para que essa tendência funesta venha se concretizar já em 2060, antecipando em quatro décadas às previsões do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas.
O estudo do cientista José Morengo (INPE), revela que as chuvas no nordeste terão uma eventual redução entre 40% e 60% se comparadas com as atuais, até 2100. Somando-se a isso, haverá prolongamento do período da seca de 12 para 30 dias/ano, intensificando o risco de estiagens, assim como a retração acentuada da área produtiva para o cultivo de grãos. Além do que, a produção de eletricidade será severamente atingida devido à redução do volume de água em 25% na Bacia do Rio São Francisco.
O Instituto de Potsdam, na pessoa do Sr Stefan Rahmstorf, assegurou que a elevação da temperatura de 4ºC provocaria a subida do nível das águas marinhas de 1 a 1,3 metros até 2100 em relação aos valores de 1990. Os países mais ameaçados por essa anomalia são: Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador, Guianas Francesas além da Península de Yucatán, no México.
Resultados do estudo do Departamento Meteorológico britânico, afirmam que grande parte das áreas mais baixas da América Latina e do Caribe já está sentindo os efeitos da elevação do nível das águas marinhas.
No seio da comunidade cientifica predomina a convergência no sentido de que, é possível elaborar a compilação de contramedidas para encarar o problema, baseado no fato de que a elevação da temperatura ocorre lentamente. Entretanto, a sinergia entre eventos naturais e eventos antrópicos pode gerar problemas imediatos.
Embora não tenha descartado um aquecimento maior, o IPCC fincou o pé no seu valor de 4ºC para a elevação da temperatura global até o fim deste século, este aumento é dependente das emissões de gases do efeito estufa. Portanto, às emissões de gases do efeito estufa é um Item de Controle Liberatório. E isso exige que controlemos o volume de gás emitido para a zona atmosférica, buscando reduzir o aquecimento planetário.

15 outubro, 2009

Inversão Térmica! Um fenômeno Sobre Manaus.

Inversão Térmica
Trata-se de um fenômeno climático natural com predominância nos dias frios do inverno, período em que há inserção de massas de ar frio. Enquanto El Niño e La Niña atuam em escala mundial durante meses, as inversões térmicas ocorrem em escala local e somente por algumas horas.
As ocorrências são principalmente: final da madrugada e inicio da manhã. Durante essa transição, acontece um grande expurgo de calor do solo através da irradiação; logo, as temperaturas se retraem, tanto no solo quanto no ar. Porém, quando o decréscimo da temperatura ultrapassa os 4°C, aumenta a densidade do ar frio, impossibilitando a sua dinâmica na interface solo-atmosfera, fica aprisionado em baixas altitudes. Camadas superiores são preenchidas com ar mais quente, com densidade baixa, logo, o mesmo não consegue descer. Como resultado, ocorre às inversões das camadas habituais: o ar quente se sobrepõe ao ar frio – daí o nome Inversão térmica. Após o inicio do dia, à medida que o solo vai se aquecendo o ar próximo a ele também se aquece e, o fenômeno Inversão térmica vai se desfazendo. O ar aquecido passa a ascender e nos primeiros 10 km da atmosfera, onde estava o ar quente, regularmente, o ar sofre resfriamento e desce, recuperando assim o processo sistemático da circulação atmosférica eliminando a Inversão térmica.
Esse é um fenômeno climático que pode ocorrer em qualquer área do planeta, mas, o aumento de sua freqüência é notável em áreas onde o solo captura grande quantidade de calor ao longo do dia e perde com facilidade durante a noite, resfriando as camadas de ar próximo do solo, impossibilitando sua dispersão atmosférica. As condições favoráveis para a Inversão térmica são promovidas tanto pelas influências antropogênicas: urbanização, desmatamento e queimadas, quanto por desenfreada emissões de gazes para o ambiente. Às áreas urbanas têm o solo impermeabilizado por cimento e asfalto que, embora, retenha grande quantidade de calor ao longo do dia, à noite perde esse calor em sua quase totalidade, rapidamente. Nas zonas urbanas essa alteração no micro-clima trás um efeito adverso extra: a saturação das camadas mais baixa da atmosfera pelo ar frio, o que impede a sua dispersão para camadas mais distantes do solo e assim os gases poluentes e tóxicos que estão agregados nessa massa de ar fria são dissipados na atmosfera, sendo a gênese de uma névoa densa capaz de ser vista, a olho nu, camada cinzenta devido às reações dos poluentes ali agregados, os quais se constituem numa das mais graves questões ambientais dos centros urbano-industriais.
Estima-se que a variabilidade da temperatura média do ar e do solo de Manaus, uma boa parte deve-se ao desordenado uso do solo, já que este fator aumenta os valores da temperatura superficial abruptamente. Portanto, a fração local gerada pelo uso do solo na variabilidade da temperatura média do ar é inerentemente superior do que a fração que se atribui aos eventos naturais. Hoje, as interações desalinhadas na interface atmosfera-solo de Manaus disponibilizam uma energia solar excessiva, embora saibamos que seja um fator essencial para determinar as condições climáticas de uma área, já que é o agente externo capaz de alterar outras variáveis, por exemplo: temperatura e precipitação pluviométrica. Portanto, numa floresta, basta uma pequena fração de radiação solar incidir no dossel, para conseguir atingir a superfície do solo. Logo, a opção pelo aumento de áreas desmatadas sem critérios no Estado do Amazonas, em especial na área metropolitana de Manaus vem implicando num substancial incremento na radiação solar incidente sobre o solo, o que tem provocado um desarranjo nas condições climáticas na interface solo-atmosfera da área urbana do município. Manaus vem sendo induzida a apresentar um incremento forçado nas características de temperatura e má qualidade do ar, cujas características não podemos repassar a eventos naturais do clima como provedor, quando necessariamente o fator modificador está sendo o homem. Manaus é hoje, o exemplo fiel de área adequada à Inversão térmica. A imagem acima mostra as características de Manaus durante o fenômeno.

03 outubro, 2009

El Niño! Gerador de Anomalias Climáticas.

El Niño, fenômeno Climático que preocupa!


A ciência pode elaborar uma extraordinária distinção em percepções públicas. Um ponto científico que espera deliberação é a questão da conexão entre efeito estufa e El Niño. Hoje, o fenômeno El Niño é constantemente colocado para a sociedade como um acaso fortuito. Em 1982, quando na Etiopia ocorreu o El Niño, foram contabilizados 200 mil pessoas mortas de fome, no entanto, ninguém foi visto como culpado.
Contemporaneamente, o efeito estufa é entendido como algo que atingirá os nossos descendentes de segunda geração. Entretanto, o El Niño leva a óbito milhares de pessoas agora, e de forma que são reais e objetos para audiências de televisão, contrariando a idéia de serem vagos e hipotéticos. Esta percepção mudaria se, todos aderissem o pensamento de que o El Niño ocorre devido às emissões de gases, liberados pelas descargas de seus carros e indústrias.
Algo foi adicionado ao sistema climático e o alterou. Assim, se aclara o acréscimo na frequência de El Niño, com elevada importância estatisticamente, apartir de 1976. O fator que promove o fenômeno El Niño é a elevação da temperatura (de 3°C a 7°C acima da média) da água na superfície do oceano Pacífico. E porque a temperatura da água aumenta? A elevação da temperatura global gerada pelo efeito estufa possui a tendência de ser a alteração durante os últimos anos que é mais possível definir, porque a temperatura elevada na superfície é carreada além do limiar para o El Niño mais freqüente e intenso. Infelizmente, ainda não se pode afirmar com garantia cientifica se o efeito estufa é a origem do aumento da frequência de eventos El Niño: na comunidade científica os argumentos mais fortes entre os especialistas é que esta alternativa, não pode ser excluída.
Espera-se que em dez anos, estudos suficientemente avançados estejam prontos para permitir uma explicação conclusiva sobre uma conexão entre aquecimento global e El Niño e, que sejam inseridos na literatura, mas, por grupos tais como o IPCC. Se caso fosse, em que você apostaria? O acréscimo coexistente na freqüência de El Niño e na temperatura do planeta é uma mera eventualidade? O mais novo manifesto, de que as águas oceânicas vêm aquecendo além do que se especulava duplica peso à conexão entre o efeito estufa e eventos El Niño.
O grupo de dados planetários considerando os aspectos da temperatura oceânica, triplicou, haja vista que, hoje, totalizam 3 milhões de medidas, o que explica o “calor dissipado”, que era prenunciado por modelos globais de circulação (GCMs) atmosférica, bem como, elevando a confiança nas projeções moldadas do clima futuro. Apartir do momento que a sociedade concorda com a existência de uma ligação entre El Niño e o aquecimento do planeta, a influência política do efeito estufa modificaria radicalmente. Para exemplificar temos: se fenômenos El Niño perfazem um percentual de 50% na sua freqüência devido ao efeito estufa, logo, 50% das trágicas mortes humanas que ocorrem durante os eventos El Niño podem ser, sim, culpa das emissões de gás carbônico. Cuja emissão nos EUA é de 5,8 t C/capita e por isso mesmo é menos aceitável. É evidente que esse cenário aplica-se aos outros emissores, incluindo o Brasil que, já em 1990, a emissão era de 2,3 t C/capita (agregando o desmatamento e a exploração de madeira). Os Estados Unidos é o bicho feio nessa questão, sendo o maior provedor do efeito estufa, mas, poderia se ver em um luzimento diferente se admitisse sua culpa sobre a maior fatia destes impactos significativos, hoje.
De acordo com as análises da Agencia Nacional e Atmosférica (NOAA) dos EUA, a chegada do fenômeno El Niño poderá provocar consequências tais como: elevação na frequência de chuvas no Sul da América do Sul gerando as enchentes no Sul do Brasil; forte secas no Nordeste brasileiro e na Amazônia entre o termino de 2009 e iniciando o ano de 2010. A imagem acima retrata os imensuraveis efeitos adversos ao ecossistema amazônico.

18 setembro, 2009

PROJEÇÕES PARA O AQUECIMENTO GLOBAL

Efeito Estufa

A complexidade sobre do efeito estufa, forçou grupos científicos como, por exemplo: A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a United Nations Environment Programme (UNEP) a criarem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC) em 1988, visando investigar, estudar e divulgar os impactos adversos à espécie humana e assim ser possível criar mecanismo para a atenuação dos efeitos das alterações climáticas no planeta.
A criação do IPCC em 1988 foi à mola propulsora para o crescimento das pesquisas sobre o efeito estufa, assim também como a consciência de público do fenômeno, mas, infelizmente não o suficiente para levar nações a executar as ações essenciais que serão necessárias ao controle deste efeito, e o primeiro relatório foi divulgado em 1190. Após dois anos do 1º relatório foi liberada uma emenda, e exatamente na “ECO-92”, no Rio de Janeiro, a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima foi assinada por 155 países. O 2º relatório do IPCC foi finalizado em 1995 e o primeiro compromisso para reduzir emissões teve sua gênese no Protocolo de Kioto em 1997, ainda que tenha sido uma redução aquém da necessária para controlar o efeito estufa além de muitos pontos cruciais do arranjo faltando convergência. Em 2001, veio o Terceiro Relatório do IPCC, coincidindo com o acordo de Bonn, na Alemanha que manteve a integridade do Protocolo de Kioto ainda que isso tenha custado à retirada dos EUA das negociações por parte do então presidente, George W. Bush. Em Fevereiro de 2007 o IPCC divulgou o Quarto Relatório de Avaliação das Mudanças Climáticas do planeta, chamado de IPCC-AR4.
A figura acima apresenta a média das projeções para o aquecimento superficial da terra publicada no 4º Relatório do IPCC. OBS: As médias globais de aquecimento da superfície (referentes a 1980 – 1999) são representadas pelas linhas contínuas, para os cenários: A2, A1B e B1, denotada como sucessão das simulações do século XX. O sombreamento mostra que as médias anuais têm um desvio padrão de +/- 1, enquanto os experimentos onde as concentrações foram mantidas nos valores do ano 2000 são representados pela linha alaranjada. As colunas cinzas à direita indicam a melhor estimativa: linha contínua inserida em cada coluna, e a faixa provável para os seis cenários.
A retirada dos EUA não afetou em nada o aumento contínuo da percepção pública sobre a mudança de clima. Este fato se deve a eventos de fácil compreensão como: degelo do iceberg de 5000km2 causando sua separação da Antártida em 1999 e o gelo do Oceano Ártico que perdeu 42% de sua espessura.
Um obstáculo para a admissão da existência do efeito estufa pelos pretensos fazedores de políticas públicas e pelo público em sua maioria, é a perplexidade diante de declarações inerentes aos eventos climáticos específicos e declarações referente ao sistema climático como um todo, por exemplo: quando num período de tempo ocorrem cheias ou secas, os cientistas ainda não podem precisar ao público se estes eventos são resultados de mudança de clima, fazendo com que as pessoas pensem que, nós, pouco sabemos a respeito aponto de nenhuma ação está justificada.
A circunstância é análoga à relação entre o câncer do pulmão e fumar cigarros, é importante dizer que, esta, é uma relação provedora de múltiplos paralelos com o efeito estufa. Se alguém morre de câncer pulmonar, não podemos afirmar que este óbito foi causado pelo cigarro, até porque o câncer pulmonar também acomete os não-fumantes. Mas, já temos uma gama de evidências de que fumar acelera o risco de câncer pulmonar. Seguindo essa linha um evento climático em particular não pode ser atribuído com 100% de certeza ao efeito estufa, já que as variações sempre ocorreram por outros motivos. No entanto, isso não invalida as fortes evidências de que os excessos de emissões de gases do efeito estufa geram o aquecimento global trazendo o risco de secas e outros eventos climáticos com impacto direto sobre a espécie humana.
Os americanos se aproveitando das incertezas, fortaleceram a idéia de que a humanidade não deve implementar ações de alto custo agora devido à incerteza presente, este foi o pretexto usado pelo George W. Bushw para justificar a retirada dos EUA das negociações de Kyoto em 2001 e apartir daí tentar desacreditar o IPCC que, em seu ultimo relatório divulgou as mais recentes estimativas de aumento das temperaturas esperado até 2100: 1,8ºC e 4,0ºC, podendo chegar a 6,4ºC. Essa tendência deverá se confirmar paralelamente ao aumento da população e a manutenção da matriz energética sobre os combustíveis fósseis. Porém há uma emenda com dados mais confiáveis que apresenta uma elevação de 3ºC, afirmando que o teor de CO2 (dióxido de carbono) pare em 45% acima do percentual anual. Afirma também, que as ações antrópicas foi o acelerador para o aumento de temperatura nos últimos 50 anos, essa afirmativa tem mais 90% de confiabilidade. A academia Nacional de Ciências dos EUA foi acionada para analisar os resultados do IPCC. Os dados foram tão convincentes que os cientistas americanos, não tiveram outro caminho a não ser apoiar as conclusões do IPCC.
Portanto, cabe aqui uma pergunta. As nações estão dispostas a pagar o custo de manutenção ambiental (os custos de serem guardiões)? Arrisco a dizer que: “Não na íntegra”. Mas, creio que uma mudança nesta realidade ocorrerá antes que o atual século avance muito. Uma forte razão é a espera de mudança climática brusca, nos próximos anos, a média de acréscimo de temperatura no curso do século XX foi de 0,5ºC, significa dizer que, é uma fração de 1,4 – 6,4ºC esperado no século XXI. O uso desenfreado do solo e o desmatamento das florestas em especial a floresta amazônica, são outras razões.
É necessário compreender que posturas podem mudar com brevidade sobre assuntos fundamentais como este. Voltando mais uma vez, o fumo contribui com mais um exemplo: há anos, atuações públicas e legislação reguladora sobre o fumo mudaram integralmente.

03 setembro, 2009

MUDANÇAS NA PERCEPÇÃO

Papel dos seres humanos.


É fato que outro modo de atitude essencial se faz necessário acontecer de tal forma que a espécie humana se perceba na sua analogia com o Meio Ambiente. Que o homem é parte integrante do Meio Ambiente ainda é negado por um grupo tanto mais numeroso quanto detém mais poder de influência sobre as decisões políticas do que os ecólogos, sendo este denominado de economistas neoclássicos. A manutenção de processos e equilíbrios ambientais é de responsabilidades dos humanos. O papel de guardião do Meio Ambiente imputa a transformação de cada geração em uma fiduciária para as gerações posteriores. Fazendo analogia às formas de fiduciários de ativos financeiros, a nossa geração, tem que repassar o principal para a próxima geração e viver das rendas.
Outro modo de atitude na conexão da espécie humana com o meio Ambiente são transições graduais, entretanto, um processo de descontinuidade também está presente, não somente na própria atitude, mas também na nossa percepção da atitude e do exercício de nosso senso de vontade para entrarmos em ação. Percepção submete-se a descontinuidades que tendem alterar o curso de histórias expressivamente. Um exemplo claro disso: o aparecimento da bomba atômica deve ser imputado com um elevado nível de responsabilidade com relação à gênese de guerras totais, somando veemência à criação da Organização das Nações Unidas, entre outras ações internacionais que, embora seja banhada por imperfeições, ainda assim evitaram até hoje uma ação recíproca nuclear.
A definição de que a espécie humana pode causar a extinção de sua própria espécie, também fomenta a necessidade de pôr um grau novo de responsabilidade sobre os tomadores de decisão. A afirmativa de que os humanos através de suas inconveniências alteram o clima planetário é parte disso. Em 1985 ocorreu à descoberta da ruptura na camada de ozônio, cujo fato remeteu a sociedade cientifica diretamente para o Protocolo de Montreal em 1987, ao passo que a menos importante depleção uniforme da camada de ozônio que naquele momento era a previsão dos debates sobre o transporte supersônico em 1973 não era o suficiente.
O efeito estufa é um fenômeno muito mais complexo que o buraco de ozônio, não somente do ponto de vista cientifico quanto diplomaticamente. O químico e sueco Svant Arrhenius, foi o primeiro a descobrir o mecanismo do efeito estufa em 1896, e prenunciou o aquecimento global, no entanto, estudos complementares aguardariam o redescobrimento do efeito por Roger Revelle em 1956. Nesse período pouquíssimas pessoas ouviam falar do efeito estufa. Hoje os acontecimentos básicos sobre o efeito estufa são ensinados em todo o planeta nos livros escolares de crianças. Nos anos 60 os humanos ficavam chocados e incrédulos quando se confrontavam com as informações de que as geleiras poderiam retrair-se e até mesmo desaparecer um dia. Hoje as pesquisas com certa dosagem de certeza, sinalizam para o seguinte fato: as geleiras do Glacie National park, em Montana (EUA), desaparecerão até o ano de 2030.

15 julho, 2009

RETROCESSO DE 50 ANOS

De acordo com relatório divulgado pela Oxfam Internacional, as alterações climáticas poderão diluir e até mesmo eliminar de maneira irreversível os ganhos alcançados pelos países pobres ao longo dos últimos 50 anos. O relatório agrega o feedback dos cientistas que integram o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), interligado às Nações Unidas. Os cientistas enfatizam a problemática da fome como sendo o maior impacto. Os plantios de milho, considerada plantação de culturas-chave na ingesta humana, estarão em risco devido à prevalência das alterações ocorridas na zona tropical.

As áreas agrícolas dos países em desenvolvimento agregam dois terços de 1 bilhão de pessoas que vivem em situação de miséria no planeta. Em Ruanda, as famílias que dependem do cultivo de milho e mandioca sofrem da forma mais desumana possível devido à irregularidade das chuvas, se tornando num fator limitante para os cultivos dessas plantações. O relatório também aponta para a questão da acessibilidade à água que somando-se à garantia alimentar tornam-se uma problemática existencial que exige decisões e ações urgentes eliminando paliativos contemporâneo. A escassez de água tem força suficiente para gerar incalculáveis efeitos, principalmente aos empobrecidos que não tendo recursos para comprá-la migrarão para o entorno dos corpos hídricos, sobre os quais serão montadas as casas sem o mínimo de planejamento e despejarão os seus dejetos diretamente a esses corpos d’água que com o tempo também se esgotarão a exemplo de neve localizada que fornece água durante o degelo e que hoje se encontra em estado de retração.

É importante dizer que as Mudanças Climáticas além de potencializar as secas em determinadas áreas do planeta, também provoca cheias, por exemplo, a que ocorreu em estados do nordeste e principalmente na Amazônia. No Amazonas os efeitos ultrapassaram as perdas materiais, o sistema de educação parou e com base nas informações do secretário de Educação do Estado, Sr Gedeão Amorim, cerca de 300 mil educando espalhados em 43 municípios ficaram sem aulas.
A força da cheia no Amazonas levou a Defesa Civil classificar o evento como um desastre natural de grande intensidade (nível 3). Foram concedidas várias entrevistas pelo governador Eduardo Braga dizendo que a população amazonense estaria preparada para a cheia preanunciada pela equipe do Serviço Geológico do Brasil, mas o que se viu foi um desespero total já que os municípios estavam e ainda estão despreparados para dar guarida aos munícipes.


Infelizmente as conseqüências da cheia no Amazonas, vieram para comprovar que o povo amazonense vivência um cenário de falácia, os políticos ainda não entenderam que a mentira tem perna curta, e que palavras não valem nada se não forem acompanhadas de ações. Portanto, Palavras – Ações = Nada. Em não acontecendo a prevenção, os governos: municipal e estadual tiveram que remediar com medidas paliativas rotineiros, mais de 40 mil famílias foram atingidas e o governo estadual ajudou com R$ 6 milhões.

 
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