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17 abril, 2011

Água: A Celebração da Vida!


Longe de querer esgotar a discussão, escrevo este texto muito mais para instigar os leitores à reflexão, objetivando suas opiniões, e juntos favoreçamos, quem sabe, aclarar o nosso papel de guardião dos recursos hídricos.

Vocês já ouviram dizer que governos se preocupam com o Meio Ambiente? Já ouviram dizer que organizações não governamentais acompanham os governos, preocupando-se também com o Meio Ambiente? Educação é o melhor caminho para a preservação do Meio Ambiente?

Aposto que muitos de nós já ouvimos tais perguntas, por vezes até as fazemos, sem, contudo chegarmos a nenhuma conclusão definitiva. Eu sou um dos que pensam bastante sobre o assunto e, vira e mexe sou perguntado a respeito, mas confesso que morro de duvidas, e só me arrisco a dizer que tal imbróglio é devido principalmente pela inconstância na aplicabilidade de políticas inerentes não só ao nosso habitat natural, como também ao nosso nicho ecológico.

No contexto ambiental, estão os recursos hídricos. Que embora se observe pelos países mundo afora tanta verbalização sobre a questão da água, é fácil também detectarmos negligência e falta de visão em relação a este recurso. No âmbito individual, temos o individuo comum que desmata as margens dos igarapés e fixa residência ao longo dela, e do lado coletivo, considero o governo como sendo fundamental para levar a cabo, políticas públicas adequadas para o nosso nicho ecológico em relação à água, uma maneira bem simples, mas de extrema relevância, são as medidas preventivas, por exemplo, a construção de fossas sépticas para todas as casas fixadas ao longo dos igarapés e o desvio de esgotos para fora dos leitos hídricos, exigido pelo órgão público concernente. O que não acontece, hoje!

Espera-se, no entanto, que os seres humanos tenham pela água um respeito especial e urgente, que procurem manter seus reservatórios naturais e salvaguardar sua pureza e, não fragmentar a floresta, despejar dejetos residenciais e assorear igarapés. Porque assim, estaremos acelerando a cessação de água potável e de espécies nativas do ecossistema aquático numa demonstração eloquente do desalinhamento da importância da água à vida.

Será que ainda não sabemos que, das substancias, a água, é a que mais precisamos em nossos organismos? A importância da água está no fato de que dela, fenômenos vitais, como respiração, fotossíntese, excreção e digestão, nos quais ocorrem diversas reações químicas, são dependentes, além do que, a água participa ativamente da regulação da temperatura corporal dos organismos vivos.

Nós brasileiros, somos privilegiados no que concerne à água, haja vista a quantidade de bacias hidrográficas dentro do território nacional, especialmente, na região norte. Mas, o crescimento nas mais variadas atividades econômicas, inseriu o Brasil num contexto de despreparo quanto a utilização da água, seja no simples ato de tomar banho seja no âmbito industrial.

O fato é que, nós humanos, de maneira continua, cometemos imperícia concernente ao uso da água. E, o que estamos fazendo para mudar o atual cenário hídrico, aqui no Brasil ?

28 novembro, 2009

BIODIVERSIDADE, PEDE SOCORRO!


A biodiversidade, hoje, exige uma mudança mais contundente do papel dos humanos no ecossistema, tanto na essência deste papel como na percepção do mesmo. Os fatos nos mostram que, a biodiversidade em qualquer parte do Planeta há muito foi preterida em favor da mudança climática e por isso está muito atrás na corrida ambiental contemporânea, principalmente se considerarmos os bilhões de Euros colocados sobre a mesa que, se bem aplicados poderiam conter os avanços do desflorestamento tropical. Apesar de tudo, acredito que ainda no século XXI, a importância atribuída à biodiversidade chegará ao mesmo patamar que à da mudança climática.
É extremamente importante que, não fiquemos estáticos até que a riqueza biótica, entre ela às florestas, chegue próxima da destruição total, para só então, entender e permitir o acesso das potencias econômicas na questão para valorar a floresta. Apartir, daí, prover motivação para o investimento sobre as ações que tenham o propósito de conservar e recuperar áreas florestais. A Shell Hydrogen, na pessoa do Sr. Don Huberts, encapsulou um cenário análogo a essa questão quando disse: “a idade da pedra não acabou porque nós esgotamos as pedras e, que a idade do petróleo não acará porque nós acabamos com o petróleo”. Seguindo esta linha, quero dizer: a idade da destruição das florestas (desmatamento), não tem que acabar porque nós levamos a floresta à exaustão.
Hoje, os trabalhos ambientais fazem emergir um conceito que pode causar forte mudança no atual formato de relacionamento entre nós e o Meio Ambiente, principalmente influenciar no processo de utilização do solo amazônico. A disposição para remunerar (WTP = valor de uso + valor de opção + valor de não-uso) por trabalhos ambientais entre eles: estoque de Co2, manutenção de recursos hídricos e da biodiversidade. Tem sido permanentemente inferior aos valores conseguidos através de estimativas que tentam imputar valoração “real” sobre os trabalhos. Há muito, o que fazer para modificar a atual base da economia na Amazônia, de tal maneira que a operacionalidade econômica consiga manter a floresta, em vez de destruí-la. No entanto, para que essa modificação consiga o desejado, ou seja, fazer deste ambiente o suporte das necessidades do homem nestas áreas, temos que obrigatoriamente que sustar o desperdício do recurso natural através do desflorestamento sem o mínimo de critérios, acoplados à sustentabilidade.

19 novembro, 2009

Brasil não sabe explorar o potencial econômico da biodiversidade


Que o Brasil é o ”dono“ da maior biodiversidade existente no Planeta, todos sabemos e que, a maior parte dela está na região amazônica também. Entretanto, o diminuto conhecimento para sistematizar e valorar esse patrimônio biótico exuberante, nos força a fazer uma indagação pertinente. A partir de quando o Brasil transformará adequadamente a riqueza natural bruta em bioprodutos, capazes de alavancar o desenvolvimento econômico e sustentável do nosso País, tanto no sentido figurado como no sentido literal que o contexto exige?
Em não tendo as ferramentas apropriadas para valorar o pouco já conseguido, os órgãos inerentemente ligados à questão ficam sem luz (num apagão total). O que se pode inferir é que, a riqueza natural bruta brasileira ainda vai demorar a ser manufaturada, ou seja, transformada em bioprodutos.
O Amazonas, por exemplo, que se orgulha dos seus 98% de sua área de floresta intacta (e é um bom motivo para isso), hoje, não tem noção, do impacto dessa riqueza bruta sobre a sua receita. Isto se deve a um importante fator: Instalação do Pólo Industrial de Manaus, na década de 60, sobre o qual, está toda a economia do Estado. Fato, que se por um lado, favoreceu a preservação da floresta, por outro, paralisou os amazonenses, impedindo-os de caminharem na direção de novas metodologias e aprimorá-las para a transformação de biodiversidade em bioprodutos.

No âmbito nacional é de conhecimento global o gigantesco avanço do agronegócio brasileiro, porém, a gênese de seus produtos não está na riqueza biótica dos biomas existente aqui, ao contrário, só para exemplificar, café e cana-de-açúcar, são produtos adaptados no Brasil pelos produtores rurais, contando com a ajuda do conhecimento científico gerados nas EMBRAPAS. Portanto, nas exportações brasileiras, a biodiversidade ainda exerce uma importância tênue.
Assim, a comunidade científica brasileira tem em mãos o seu maior desafio: formular as melhores metodologias para manufaturar os imensuráveis recursos bióticos amazônicos em riquezas que possam atender a todos sem exceção, com o mínimo de impacto ambiental, dando assim oportunidade da biodiversidade perdurar.
Esperamos então, que os amazônidas usem a Conferência de Copenhague como ferramenta em prol da sustentabilidade da Amazônia.

18 novembro, 2009

Coca Cola compra açúcar de Usina irregular, sem licença ambiental


O governo federal, percebendo que o desenvolvimento do Brasil passa obrigatoriamente pela defesa da Amazônia, criou mais um mecanismo para ajudá-lo nesta importante questão. Desta vez o foco é evitar a degradação de áreas com cobertura vegetal primária, promovido pelo cultivo da cana-de-açúcar e, portanto, para isso, foi formatado e já divulgado o Zoneamento Agroecológico (ZAE). Com esse dispositivo, busca-se atingir os objetivos pontuais para a região amazônica, como por exemplo: a proteção à biodiversidade e à preservação do solo amazônico.
Com o ZAE aprovado, num primeiro momento, ele irá mesmo que de maneira não intencional, beneficiar a única usina existente no Estado do Amazonas, a Agropecuária Jayoro, cuja produção de açúcar se destina à Coca – Cola Brasil, ou seja, este açúcar é um dos insumos do concentrado dos produtos da The Coca – Cola Company, no Brasil, Venezuela, Paraguai e Colômbia.
Entretanto, uma poeira está a acobertar uma realidade estéril do ponto de vista da sustentabilidade da Amazônia, sobre o processo produtivo da Agropecuária Jayoro: ela não tem licença ambiental dos seus 4 mil hectares de canaviais e de seus 400 hectares de pés de guaraná, logo, se o órgão competente do Estado do Amazonas quisesse, colocaria sobre esta usina, os rigores da Lei que o caso implica.
A fornecedora de açúcar da Coca – Cola, a Jayoro, foi pega pelo crivo do Ministério Público Federal em 2008 devido a outra Não – Conformidade: contaminação de igarapés, pelo uso de agrotóxicos. Ocasião, na qual, toda a comunidade no entorno, foi prejudicada. No entanto, o órgão do estado (Ipaam) de forma estranha disse que a Jayoro estava atendendo todas as legislações pertinentes, mas, o MPF no afã de resposta, solicitou os laudos das análises das águas, o feedback obtido dizia que a licença da Agropecuária Jayoro estava em processo de análise. Passados dois meses, o órgão estadual tendo que dar uma resposta conclusiva sobre o caso, liberou um parecer, no qual, dizia: a licença ambiental não foi renovada.
A Agropecuária Jayoro, além de não ter a licença ambiental, ela, se apossou de novas áreas e as incorporou às que já tinha, o que significa dizer que, mais áreas serão degradas pela fornecedora de açúcar da Coca – Cola. Salvo engano, há bem pouco tempo atrás, a rede varejista do Brasil chegou a suspender a compra de carne de animais criados em áreas desmatadas ilegalmente da Amazônia. Neste caso, da Jayoro, o que podemos esperar, por exemplo: do governo do Amazonas, que vende uma Amazônia sustentável mundo a fora, mas que ainda não aprendeu a cuidar da sua cozinha (o Amazonas), da Coca – Cola que por sua vez, diz ter na sua filosofia de gestão ambiental: a preservação dos recursos ambientais. Bom, os fatos dizem o contrário. É esperar pra ver o que farão a respeito ou até onde vai à reciprocidade entre as partes envolvidas quanto ao desleixo com a questão ambiental.

12 novembro, 2009

Amazônia! Tem a menor taxa de desflorestamento


Num evento ocorrido em Brasília (no Centro Cultural Banco do Brasil, hoje à tarde), que contou com as presenças: do presidente Lula, ministros e governadores amazônicos. Novos dados a respeito do desmatamento da Amazônia foram divulgados. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, na pessoa do Sr Gilberto Câmara, a Amazônia Legal apresentou 7 mil km² desflorestada no intervalo de tempo entre agosto de 2008 a julho de 2009.
O Diretor do Inpe, o Gilberto Câmara, atribui uma margem de erro de 10% sobre os novos resultados, os quais, segundo ele, serão ratificados em março de 2010. No entanto, tendo em vista os números predecessores aos de hoje, pode-se afirmar que esta, se trata da menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal.
O ano de 2004 é considero por Câmara, o momento pontual para a percepção de uma retração significativa do desflorestamento, com redução contínua ao longo dos últimos 6 anos. Se pegarmos os valores do período entre agosto de 2007 a julho de 2008, fica óbvia uma redução de 50% do desflorestamento entre esse período.
O evento, também serviu para fortificar a credibilidade do mecanismo utilizado pelo Inpe, tanto para coleta de dados como para análise dos mesmos e que sua qualidade é reconhecida pela comunidade internacional.
Alguns números referente à redução do desflorestamento foram apresentados pelo pessoal do Inpe,valores obtidos entre agosto de 2008 e julho de 2009, por exemplo: Mato Grosso 65% de redução, Rondônia reduziu 50%, Pará 35%, Amazonas 30%, Maranhão 20% e o Acre apresentou 18% de redução.

06 novembro, 2009

Ambiente hostil para "inimigos da Natureza"

Já começa a ser preocupante a estagnação nos ajustes preparatórios para a maior conferência sobre o Meio Ambiente. A 30 dias da conferência das Nações Unidas em Copenhague, a comunidade científica que via na pessoa do Sr Barack Obama, maior comprometimento dos americanos a respeito da mudança climática e, por conseguinte - a liderança capaz de dinamizar o processo de arranjos nesta reta final, começa a temer por possíveis entraves, já que o presidente americano na prática, ainda não correspondeu as expectativas.
Se os arranjos vierem a deslanchar nestes momentos finais, este fato se dará principalmente pelas atitudes não governamentais, o Japão é uma exceção neste caso. A energia que movimentará essa engrenagem vem das sinergias das empresas e sociedade civil.
No Brasil, embora o cenário esteja mais operacionalizado, se comparado com os Estados Unidos, o governo vem sendo pressionado para que tenha uma postura mais ousada. As pressões advêm de empresas que exigem a integralização de alguns compromissos como, por exemplo: incentivos para cortes de emissões na cadeia produtiva, inventário de emissões e etc.
Na Inglaterra, especificamente em Londres, empresas e o primeiro escalão do governo, embarcaram juntos na idéia do cineasta Franny Armstrong denominada de: 10:10. Da idéia formataram uma campanha, que tem como objetivo: reduzir em 10% as próprias emissões até o ano que vem. Estão fazendo parte do grupo de empresas que aderiram à causa às gigantes do setor energético: British e EDF, assim como a consultoria Lógica, entre mais de 450 unidades do grupo.
Bom, que as consequências das alterações no clima assustam, não nos resta nenhuma sombra de dúvida. Sendo assim, a mensagem da comunidade científica é clara: a espécie humana precisa agir imediatamente.
Por outro lado, é bom ficar atento aos ”atuários“ embutido nesse processo que, buscam exclusivamente o markting. Para tanto, não é difícil perceber esse desvio, é só atentarmos para a enxurrada de credenciais ”verdes“, que saíram recentemente.
As organizações mundiais, envolvidas ambientalmente, devem focar suas forças sobre aqueles que estarão na conferência em Copenhague, no período de 7 a 18 de dezembro. Os obstáculos para os arranjos não são poucos, entretanto, num cenário supostamente insalubre aos ”inimigos do clima“, será que pelo menos os que dependerão de nossos títulos de eleitores – darão a si mesmo o luxo de saírem de mãos vazias?

05 novembro, 2009

Amazônia! Banco da biodiversidade perde 400 km² de floresta em setembro

A Floresta Amazônica, hoje, se encontra sob vários tipos de pressão humana, como por exemplo: desmatamento. E de acordo com o Instituto Imazon 53% da Amazônia Legal está numa situação fundiária incerta, fato que impulsiona a destruição da cobertura vegetal, bioma sobre o qual, se encontra a maior biodiversidade do planeta.
Atentos a esta questão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) através dos seus satélites registrou um dado ainda preocupante se analisado apenas pelo lado degradante que é o desmatamento em si, por outro lado, os valores, sobre uma visão mais ampla nos dá uma diminuta alegria. E qual seriam esses números geradores desse efeito? Bom, os satélites registraram no mês de setembro deste ano o seguinte: 400 km² de área desmatada na Amazônia. E onde está a diminuta alegria sobre esse resultado? É o seguinte: se comparamos com os valores de setembro de 2008, período em que o desmatamento chegou a 587 km², constataremos uma redução de 31,8%. Sabemos que é um resultado tênue diante da complexidade desse processo, até pelo fato de que a área desmatada equivale a um terço do Rio de Janeiro, mas já é um sinal revigorante ao combate às distorções predatórias sobre a Floresta Amazônica.
A “surpresa” fica por conta do primeiro lugar no rankin de Estados que mais desmatam. O Pará que há meses liderava esse infortúnio, ficou em segundo lugar com 133 km², o Mato Grosso com “maestria”, conquistou a “coroa” e agora sendo o Rei do desmatamento lidera o rankin com 134 km² de área desmatada.
As observações feitas pelos satélites, se deram em bom nível, pelo fato de que 82% da Amazônia Legal se encontrava livre de densa camada de nuvens, fato que permitiu boa visualização. O estado do Amapá foi à exceção, as densas nuvens foram à causa da não observação adequada e por isso os dados não foram considerados.
Outros estados, no entanto, segundo o Inpe apresentam acréscimo de novas áreas desmatadas. Os estados e suas áreas desmatadas detectadas pelo satélite são os seguintes: Rondônia com 71 km², Amazonas 31 km², Maranhão 14 km², Acre, Roraima e Tocantins aparecem com 9, 7 e 1 km² respectivamente.
Essas áreas foram medidas pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), que leva em consideração as áreas acometidas por corte raso (desmatamento levado a cabo) e as que se encontram em processo de degradação contínua. O objetivo desse Sistema é alertar os órgãos regulatórios ambientais, quanto às necessidades de ações fiscalizadoras nas áreas coberta, pelo dito sistema.
De maneira, até então, sem justificativas, as áreas detectadas e medidas em setembro deste ano, não serão inseridas para o cálculo da taxa anual de desmatamento para o período (2008/2009). Sem detalhes, o pessoal do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), levará em conta a derrubada florestal que ocorreram entre agosto de 2008 e julho de 2009, daí sairá o valor total. O governo estima que desse período se possa obter o menor valor já alcançado nos últimos 20 anos.

22 outubro, 2009

Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060.

De acordo com o mais novo estudo do Departamento Meteorológico britânico, a elevação do aquecimento planetário de 4ºC prenunciado pelo IPCC pode fomentar efeitos assombrosos à América Latina e deve repassar um aumento na temperatura na Amazônia entre 8ºC e 10ºC, o que significa dizer que, será a destruição de grande parte da floresta.
Infelizmente, o homem está construindo os meios favoráveis para que essa tendência funesta venha se concretizar já em 2060, antecipando em quatro décadas às previsões do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas.
O estudo do cientista José Morengo (INPE), revela que as chuvas no nordeste terão uma eventual redução entre 40% e 60% se comparadas com as atuais, até 2100. Somando-se a isso, haverá prolongamento do período da seca de 12 para 30 dias/ano, intensificando o risco de estiagens, assim como a retração acentuada da área produtiva para o cultivo de grãos. Além do que, a produção de eletricidade será severamente atingida devido à redução do volume de água em 25% na Bacia do Rio São Francisco.
O Instituto de Potsdam, na pessoa do Sr Stefan Rahmstorf, assegurou que a elevação da temperatura de 4ºC provocaria a subida do nível das águas marinhas de 1 a 1,3 metros até 2100 em relação aos valores de 1990. Os países mais ameaçados por essa anomalia são: Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador, Guianas Francesas além da Península de Yucatán, no México.
Resultados do estudo do Departamento Meteorológico britânico, afirmam que grande parte das áreas mais baixas da América Latina e do Caribe já está sentindo os efeitos da elevação do nível das águas marinhas.
No seio da comunidade cientifica predomina a convergência no sentido de que, é possível elaborar a compilação de contramedidas para encarar o problema, baseado no fato de que a elevação da temperatura ocorre lentamente. Entretanto, a sinergia entre eventos naturais e eventos antrópicos pode gerar problemas imediatos.
Embora não tenha descartado um aquecimento maior, o IPCC fincou o pé no seu valor de 4ºC para a elevação da temperatura global até o fim deste século, este aumento é dependente das emissões de gases do efeito estufa. Portanto, às emissões de gases do efeito estufa é um Item de Controle Liberatório. E isso exige que controlemos o volume de gás emitido para a zona atmosférica, buscando reduzir o aquecimento planetário.

21 outubro, 2009

Belo Monte! Um infortúnio que deve ser esquecido.

Pode parecer antidesenvolvimento usar a prudência ambiental, onde a construção de uma obra “dita” como para o bem comum é mais demorada, mas uma sociedade com o mínimo de coerência, provavelmente não se importa muito com a demora. Contudo, espera-se que essencialmente, o Ministério de Minas e Energia, não responda intermitentemente, mas imparcial e conclusivamente a seguinte questão: Como será usada a energia produzida? Esta é uma indagação a ser atendida antecipando a proposta de uma hidrelétrica.
Cheguei a pensar que dificilmente haveria ignorância suficiente, pelo menos no território brasileiro, para mais um monumento à estupidez nas proporções da Hidrelétrica de Balbina. No entanto, hoje, embora tenhamos uma gama de conhecimento e lições acumuladas à disposição deste segmento, eu vejo com tristeza, forte possibilidade de ocorrência de erro colossal, análogo à Hidrelétrica de Balbina, com um agravante, os conhecimentos científicos conclusivos, estão sendo preteridos em favor de uma urgência tecnicamente descabidas, como está sendo no caso da Hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu.
No Brasil, a tolerância pela opção às hidrelétricas, está sobre a idéia de que esta, é uma fonte limpa de energia, ledo engano. A área submergida em uma hidrelétrica é extensa e de cobertura vegetal nativa que, se transformam em gigantesco lagos artificiais. Milhões de arvores normalmente não são extraídas e manufaturadas em madeira produtiva – ficam lá sofrendo com o metabolismo aeróbio e anaeróbio daquele ambiente e tem uma consequência preocupante que está relacionada à produção de gases de efeito estufa. Por exemplo: A Hidrlétrica de Balbina. Ela, libera 3,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, 50% do total jogado pelos automóveis em são Paulo. Hoje, a contribuição da Hidrelétrica de Balbina na produção e liberação de gases de efeito estufa, supera a emissão de uma termelétrica a carvão, de mesma potência, em dez vezes. De acordo com Kemenes (INPA), o lago libera 84% dos gases, é um volume tão grande que supera o total de Crédito de Carbono conseguido pela Eletrobrás controladora da Balbina. Estudos científicos comprovam que além de prover água anóxica; gera grande quantidade de metano, um dos constituintes do efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento global do que o CO2, caindo por terra o folclore de que hidrelétrica produz energia limpa.
Os grandes beneficiários com a hidrelétrica de Belo Monte serão os senhores do setor de alumínio: ABC-refinaria, Alunorte, Alcoa, Albrás, Alumar e CAN (Companhia Nacional de Aluminio – São Paulo). O impressionante é que, esse extraordinário segmento no Brasil, especialmente no estado do Pará, emprega somente 2,7 pessoas por cada GWh de energia elétrica consumida, um saldo desgraçado que apenas fica atrás das usinas de ferro-liga (1,1 pessoas/GWh).
Os precedentes infelizes das hidrelétricas na Amazônia. Por exemplo: Balbina e Tucuruí, apresentam uma gama preciosa de lições para compilação de informações ambientais para aperfeiçoar a tomada de decisões sobre grandes obras públicas na Amazônia, essencialmente as hidrelétricas, interligando com os impactos sociais e ambientais.
O contraste entre os benefícios potenciais de Belo Monte e os reais benefícios para a Amazônia deveria ser suficiente para não levar a cabo a tomada de decisão, a menos que a questão para quem provêm os benefícios seja suficientemente respondida. O que, infelizmente, isto, não está acontecendo no caso de Belo Monte, que como já citado, as benesses serão direcionadas principalmente às multinacionais de alumínio. Logo, o processo de tomada de decisões para Belo Monte é pervertido em várias feições, embora, a “fumaça do sigilo” que o Ministério de Minas e Energia mantém sobre muitos aspectos do projeto de Belo Monte, impeça o entendimento de seus impactos. Isso mostra que o Brasil ainda não aprendeu que os estudos ambientais sobre suas grandes obras na Amazônia têm que acontecer em uma etapa anterior no processo de decisão, além disso, os estudos precisam ser mais extensivos, e principalmente, banir a abreviação, a moda contemporânea tão discutida do sistema de licenciamento ambiental no Brasil.

15 outubro, 2009

Inversão Térmica! Um fenômeno Sobre Manaus.

Inversão Térmica
Trata-se de um fenômeno climático natural com predominância nos dias frios do inverno, período em que há inserção de massas de ar frio. Enquanto El Niño e La Niña atuam em escala mundial durante meses, as inversões térmicas ocorrem em escala local e somente por algumas horas.
As ocorrências são principalmente: final da madrugada e inicio da manhã. Durante essa transição, acontece um grande expurgo de calor do solo através da irradiação; logo, as temperaturas se retraem, tanto no solo quanto no ar. Porém, quando o decréscimo da temperatura ultrapassa os 4°C, aumenta a densidade do ar frio, impossibilitando a sua dinâmica na interface solo-atmosfera, fica aprisionado em baixas altitudes. Camadas superiores são preenchidas com ar mais quente, com densidade baixa, logo, o mesmo não consegue descer. Como resultado, ocorre às inversões das camadas habituais: o ar quente se sobrepõe ao ar frio – daí o nome Inversão térmica. Após o inicio do dia, à medida que o solo vai se aquecendo o ar próximo a ele também se aquece e, o fenômeno Inversão térmica vai se desfazendo. O ar aquecido passa a ascender e nos primeiros 10 km da atmosfera, onde estava o ar quente, regularmente, o ar sofre resfriamento e desce, recuperando assim o processo sistemático da circulação atmosférica eliminando a Inversão térmica.
Esse é um fenômeno climático que pode ocorrer em qualquer área do planeta, mas, o aumento de sua freqüência é notável em áreas onde o solo captura grande quantidade de calor ao longo do dia e perde com facilidade durante a noite, resfriando as camadas de ar próximo do solo, impossibilitando sua dispersão atmosférica. As condições favoráveis para a Inversão térmica são promovidas tanto pelas influências antropogênicas: urbanização, desmatamento e queimadas, quanto por desenfreada emissões de gazes para o ambiente. Às áreas urbanas têm o solo impermeabilizado por cimento e asfalto que, embora, retenha grande quantidade de calor ao longo do dia, à noite perde esse calor em sua quase totalidade, rapidamente. Nas zonas urbanas essa alteração no micro-clima trás um efeito adverso extra: a saturação das camadas mais baixa da atmosfera pelo ar frio, o que impede a sua dispersão para camadas mais distantes do solo e assim os gases poluentes e tóxicos que estão agregados nessa massa de ar fria são dissipados na atmosfera, sendo a gênese de uma névoa densa capaz de ser vista, a olho nu, camada cinzenta devido às reações dos poluentes ali agregados, os quais se constituem numa das mais graves questões ambientais dos centros urbano-industriais.
Estima-se que a variabilidade da temperatura média do ar e do solo de Manaus, uma boa parte deve-se ao desordenado uso do solo, já que este fator aumenta os valores da temperatura superficial abruptamente. Portanto, a fração local gerada pelo uso do solo na variabilidade da temperatura média do ar é inerentemente superior do que a fração que se atribui aos eventos naturais. Hoje, as interações desalinhadas na interface atmosfera-solo de Manaus disponibilizam uma energia solar excessiva, embora saibamos que seja um fator essencial para determinar as condições climáticas de uma área, já que é o agente externo capaz de alterar outras variáveis, por exemplo: temperatura e precipitação pluviométrica. Portanto, numa floresta, basta uma pequena fração de radiação solar incidir no dossel, para conseguir atingir a superfície do solo. Logo, a opção pelo aumento de áreas desmatadas sem critérios no Estado do Amazonas, em especial na área metropolitana de Manaus vem implicando num substancial incremento na radiação solar incidente sobre o solo, o que tem provocado um desarranjo nas condições climáticas na interface solo-atmosfera da área urbana do município. Manaus vem sendo induzida a apresentar um incremento forçado nas características de temperatura e má qualidade do ar, cujas características não podemos repassar a eventos naturais do clima como provedor, quando necessariamente o fator modificador está sendo o homem. Manaus é hoje, o exemplo fiel de área adequada à Inversão térmica. A imagem acima mostra as características de Manaus durante o fenômeno.

03 outubro, 2009

El Niño! Gerador de Anomalias Climáticas.

El Niño, fenômeno Climático que preocupa!


A ciência pode elaborar uma extraordinária distinção em percepções públicas. Um ponto científico que espera deliberação é a questão da conexão entre efeito estufa e El Niño. Hoje, o fenômeno El Niño é constantemente colocado para a sociedade como um acaso fortuito. Em 1982, quando na Etiopia ocorreu o El Niño, foram contabilizados 200 mil pessoas mortas de fome, no entanto, ninguém foi visto como culpado.
Contemporaneamente, o efeito estufa é entendido como algo que atingirá os nossos descendentes de segunda geração. Entretanto, o El Niño leva a óbito milhares de pessoas agora, e de forma que são reais e objetos para audiências de televisão, contrariando a idéia de serem vagos e hipotéticos. Esta percepção mudaria se, todos aderissem o pensamento de que o El Niño ocorre devido às emissões de gases, liberados pelas descargas de seus carros e indústrias.
Algo foi adicionado ao sistema climático e o alterou. Assim, se aclara o acréscimo na frequência de El Niño, com elevada importância estatisticamente, apartir de 1976. O fator que promove o fenômeno El Niño é a elevação da temperatura (de 3°C a 7°C acima da média) da água na superfície do oceano Pacífico. E porque a temperatura da água aumenta? A elevação da temperatura global gerada pelo efeito estufa possui a tendência de ser a alteração durante os últimos anos que é mais possível definir, porque a temperatura elevada na superfície é carreada além do limiar para o El Niño mais freqüente e intenso. Infelizmente, ainda não se pode afirmar com garantia cientifica se o efeito estufa é a origem do aumento da frequência de eventos El Niño: na comunidade científica os argumentos mais fortes entre os especialistas é que esta alternativa, não pode ser excluída.
Espera-se que em dez anos, estudos suficientemente avançados estejam prontos para permitir uma explicação conclusiva sobre uma conexão entre aquecimento global e El Niño e, que sejam inseridos na literatura, mas, por grupos tais como o IPCC. Se caso fosse, em que você apostaria? O acréscimo coexistente na freqüência de El Niño e na temperatura do planeta é uma mera eventualidade? O mais novo manifesto, de que as águas oceânicas vêm aquecendo além do que se especulava duplica peso à conexão entre o efeito estufa e eventos El Niño.
O grupo de dados planetários considerando os aspectos da temperatura oceânica, triplicou, haja vista que, hoje, totalizam 3 milhões de medidas, o que explica o “calor dissipado”, que era prenunciado por modelos globais de circulação (GCMs) atmosférica, bem como, elevando a confiança nas projeções moldadas do clima futuro. Apartir do momento que a sociedade concorda com a existência de uma ligação entre El Niño e o aquecimento do planeta, a influência política do efeito estufa modificaria radicalmente. Para exemplificar temos: se fenômenos El Niño perfazem um percentual de 50% na sua freqüência devido ao efeito estufa, logo, 50% das trágicas mortes humanas que ocorrem durante os eventos El Niño podem ser, sim, culpa das emissões de gás carbônico. Cuja emissão nos EUA é de 5,8 t C/capita e por isso mesmo é menos aceitável. É evidente que esse cenário aplica-se aos outros emissores, incluindo o Brasil que, já em 1990, a emissão era de 2,3 t C/capita (agregando o desmatamento e a exploração de madeira). Os Estados Unidos é o bicho feio nessa questão, sendo o maior provedor do efeito estufa, mas, poderia se ver em um luzimento diferente se admitisse sua culpa sobre a maior fatia destes impactos significativos, hoje.
De acordo com as análises da Agencia Nacional e Atmosférica (NOAA) dos EUA, a chegada do fenômeno El Niño poderá provocar consequências tais como: elevação na frequência de chuvas no Sul da América do Sul gerando as enchentes no Sul do Brasil; forte secas no Nordeste brasileiro e na Amazônia entre o termino de 2009 e iniciando o ano de 2010. A imagem acima retrata os imensuraveis efeitos adversos ao ecossistema amazônico.

18 setembro, 2009

PROJEÇÕES PARA O AQUECIMENTO GLOBAL

Efeito Estufa

A complexidade sobre do efeito estufa, forçou grupos científicos como, por exemplo: A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a United Nations Environment Programme (UNEP) a criarem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC) em 1988, visando investigar, estudar e divulgar os impactos adversos à espécie humana e assim ser possível criar mecanismo para a atenuação dos efeitos das alterações climáticas no planeta.
A criação do IPCC em 1988 foi à mola propulsora para o crescimento das pesquisas sobre o efeito estufa, assim também como a consciência de público do fenômeno, mas, infelizmente não o suficiente para levar nações a executar as ações essenciais que serão necessárias ao controle deste efeito, e o primeiro relatório foi divulgado em 1190. Após dois anos do 1º relatório foi liberada uma emenda, e exatamente na “ECO-92”, no Rio de Janeiro, a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima foi assinada por 155 países. O 2º relatório do IPCC foi finalizado em 1995 e o primeiro compromisso para reduzir emissões teve sua gênese no Protocolo de Kioto em 1997, ainda que tenha sido uma redução aquém da necessária para controlar o efeito estufa além de muitos pontos cruciais do arranjo faltando convergência. Em 2001, veio o Terceiro Relatório do IPCC, coincidindo com o acordo de Bonn, na Alemanha que manteve a integridade do Protocolo de Kioto ainda que isso tenha custado à retirada dos EUA das negociações por parte do então presidente, George W. Bush. Em Fevereiro de 2007 o IPCC divulgou o Quarto Relatório de Avaliação das Mudanças Climáticas do planeta, chamado de IPCC-AR4.
A figura acima apresenta a média das projeções para o aquecimento superficial da terra publicada no 4º Relatório do IPCC. OBS: As médias globais de aquecimento da superfície (referentes a 1980 – 1999) são representadas pelas linhas contínuas, para os cenários: A2, A1B e B1, denotada como sucessão das simulações do século XX. O sombreamento mostra que as médias anuais têm um desvio padrão de +/- 1, enquanto os experimentos onde as concentrações foram mantidas nos valores do ano 2000 são representados pela linha alaranjada. As colunas cinzas à direita indicam a melhor estimativa: linha contínua inserida em cada coluna, e a faixa provável para os seis cenários.
A retirada dos EUA não afetou em nada o aumento contínuo da percepção pública sobre a mudança de clima. Este fato se deve a eventos de fácil compreensão como: degelo do iceberg de 5000km2 causando sua separação da Antártida em 1999 e o gelo do Oceano Ártico que perdeu 42% de sua espessura.
Um obstáculo para a admissão da existência do efeito estufa pelos pretensos fazedores de políticas públicas e pelo público em sua maioria, é a perplexidade diante de declarações inerentes aos eventos climáticos específicos e declarações referente ao sistema climático como um todo, por exemplo: quando num período de tempo ocorrem cheias ou secas, os cientistas ainda não podem precisar ao público se estes eventos são resultados de mudança de clima, fazendo com que as pessoas pensem que, nós, pouco sabemos a respeito aponto de nenhuma ação está justificada.
A circunstância é análoga à relação entre o câncer do pulmão e fumar cigarros, é importante dizer que, esta, é uma relação provedora de múltiplos paralelos com o efeito estufa. Se alguém morre de câncer pulmonar, não podemos afirmar que este óbito foi causado pelo cigarro, até porque o câncer pulmonar também acomete os não-fumantes. Mas, já temos uma gama de evidências de que fumar acelera o risco de câncer pulmonar. Seguindo essa linha um evento climático em particular não pode ser atribuído com 100% de certeza ao efeito estufa, já que as variações sempre ocorreram por outros motivos. No entanto, isso não invalida as fortes evidências de que os excessos de emissões de gases do efeito estufa geram o aquecimento global trazendo o risco de secas e outros eventos climáticos com impacto direto sobre a espécie humana.
Os americanos se aproveitando das incertezas, fortaleceram a idéia de que a humanidade não deve implementar ações de alto custo agora devido à incerteza presente, este foi o pretexto usado pelo George W. Bushw para justificar a retirada dos EUA das negociações de Kyoto em 2001 e apartir daí tentar desacreditar o IPCC que, em seu ultimo relatório divulgou as mais recentes estimativas de aumento das temperaturas esperado até 2100: 1,8ºC e 4,0ºC, podendo chegar a 6,4ºC. Essa tendência deverá se confirmar paralelamente ao aumento da população e a manutenção da matriz energética sobre os combustíveis fósseis. Porém há uma emenda com dados mais confiáveis que apresenta uma elevação de 3ºC, afirmando que o teor de CO2 (dióxido de carbono) pare em 45% acima do percentual anual. Afirma também, que as ações antrópicas foi o acelerador para o aumento de temperatura nos últimos 50 anos, essa afirmativa tem mais 90% de confiabilidade. A academia Nacional de Ciências dos EUA foi acionada para analisar os resultados do IPCC. Os dados foram tão convincentes que os cientistas americanos, não tiveram outro caminho a não ser apoiar as conclusões do IPCC.
Portanto, cabe aqui uma pergunta. As nações estão dispostas a pagar o custo de manutenção ambiental (os custos de serem guardiões)? Arrisco a dizer que: “Não na íntegra”. Mas, creio que uma mudança nesta realidade ocorrerá antes que o atual século avance muito. Uma forte razão é a espera de mudança climática brusca, nos próximos anos, a média de acréscimo de temperatura no curso do século XX foi de 0,5ºC, significa dizer que, é uma fração de 1,4 – 6,4ºC esperado no século XXI. O uso desenfreado do solo e o desmatamento das florestas em especial a floresta amazônica, são outras razões.
É necessário compreender que posturas podem mudar com brevidade sobre assuntos fundamentais como este. Voltando mais uma vez, o fumo contribui com mais um exemplo: há anos, atuações públicas e legislação reguladora sobre o fumo mudaram integralmente.

31 julho, 2009

REDUÇÃO DO ÍNDICE DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

A Floresta Amazônica, que é a maior floresta tropical do mundo, , compreende cerca de 40% das florestas pluviais tropicais do nosso planeta. No território brasileiro ela se alonga por 3,7 milhões de km quadrado, sendo que 10% dessa área foi transformada em Unidades de Conservação. Mas, a moderna legislação ambiental brasileira, por si só, não é suficiente para bloquear a devastação florestal.
Quanto à proteção desta complexa floresta, há vários fatores que contribuem para que o objetivo real não seja atingindo no seu todo, como por exemplo: diminuto acesso a extensas áreas para monitorar, carência de pessoal para fiscalizar o escopo da Floresta Amazônica, tenuidade nas administrações das áreas protegidas além da ausência de estratégias para envolver as pessoas viventes da área em questão.
Paralelamente às dificuldades, alguns Institutos correm para mostrar aos seres humanos que a Floresta Amazônica não está sozinha, como é o caso do Instituo do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – (Imazon), que na sua mais recente investigação sobre o desmatamento da Floresta Amazônica, chegou a um percentual que embora no todo ainda seja muito pouco, não deixa de ser motivo para comemoração e mais, um incentivo para intensificar ações mais adequadas.
Em seu relatório, o Imazon, afirma que o desmatamento na Amazônia Legal se retraiu a um percentual de 75% em Junho, comparando com o mesmo período de 2008. Em Junho do ano passado a área desmatada foi de 612 km contra 150 km em Junho de 2009, sendo que a maior parte desses 150 km de desmatamento ocorreu em áreas “pseudoprodutivas” em curso de posse e desocupadas. A menor parte ficou por conta de assentamentos da reforma agrária, unidades de conservação e terras demarcadas para os índios. O relatório também aponta o Estado do Pará como o primeiro da lista na questão desmatamento com 81% ou 121 km quadrado, seguido de Mato Grosso e Rondônia com 7% ou 11 km quadrado cada um.
O processo de degradação acentuou-se em Junho de 2009, e isso, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), se deve a voracidade da exploração madeireira ou fogo florestal. O Mato grosso foi quem contribui com a maior parte da degradação com percentual de 84%, Pará degradou 14% e o restante ficou com Rondônia e Acre.
O Sistema de Alerta de Desmatamento aplicou suas análises em 36 municípios considerados críticos no contexto desmatamento, e chegou a um acumulado de 677 km quadrados o que corresponde uma redução de 76% no desmatamento, segundo o relatório do Imazon. Este mesmo Instituto, afirma que não foi possível monitorar com o SAD 58% da Amazônia Legal, no mês de Junho, devido à forte presença de nuvens. Além disso, parte do Maranhão integrante da Amazônia Legal não foi analisada.








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28 julho, 2009

O SÉCULO XXI

O século em que vivemos se constitui em uma escala de tempo favorável para examinar eventos do futuro, consequência de uma gama de razões. Se os espaços de tempo muito mais extenso são usados, sentenças podem provir com a condição suficiente para contradizer o que pode ser entendido como um tempero fundamental de uma análise racional ao futuro. Por exemplo, por incúria perder oportunidades relevantes para preservar as florestas em especial a floresta amazônica em favor de benefícios climáticos prenunciados nos séculos posteriores seria tolo.
Analisar a dinâmica de um período secular requer uma porção de humildade capaz de nos remeter a uma convergência na qual nós não podemos prenunciar os pormenores do processo de desenvolvimento. Imaginemos por exemplo, uma pessoa em 1914 tentando pressupor como seria o cenário mundial hoje. Excluindo os extraordinários avanços tecnológicos, uma realidade na qual uma extensa região planetária era administrada como impérios colonizadores, os quais amputavam o direito de votar das mulheres, e isso nos parece anormal para o atual contexto. A dramaticidade dos acontecimentos também era a tônica ao longo do século XIX. Por volta de 1801, o trabalho escravo era a sustentação da riqueza concentrada nas mãos de poucos, mas esse sistema se estendia por grande parte do mundo, incluindo o nosso Brasil, entretanto, essa sistemática era vista na sua época como um evento completamente lógico. Mas, bastou um século para que essa aberração fosse abolida em quase todo o planeta. A questão é que eventos dramáticos podem emergir dentro de um período secular, e, no curso do século XXI eventos dessa grandeza podem ocorrer com características essenciais diferente do nosso mundo atual. Tomo a liberdade de parafrasear o Desmond no seguinte: se a escravidão foi abolida, “Por que não a guerra?” E contextualizando ao assunto da postagem, “Por que não o nosso papel como destruidores do Meio Ambiente?” Veja a foto, mostrando um dos rios urbanos de Manaus (AM) servindo de lixão a céu aberto.



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15 julho, 2009

RETROCESSO DE 50 ANOS

De acordo com relatório divulgado pela Oxfam Internacional, as alterações climáticas poderão diluir e até mesmo eliminar de maneira irreversível os ganhos alcançados pelos países pobres ao longo dos últimos 50 anos. O relatório agrega o feedback dos cientistas que integram o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), interligado às Nações Unidas. Os cientistas enfatizam a problemática da fome como sendo o maior impacto. Os plantios de milho, considerada plantação de culturas-chave na ingesta humana, estarão em risco devido à prevalência das alterações ocorridas na zona tropical.

As áreas agrícolas dos países em desenvolvimento agregam dois terços de 1 bilhão de pessoas que vivem em situação de miséria no planeta. Em Ruanda, as famílias que dependem do cultivo de milho e mandioca sofrem da forma mais desumana possível devido à irregularidade das chuvas, se tornando num fator limitante para os cultivos dessas plantações. O relatório também aponta para a questão da acessibilidade à água que somando-se à garantia alimentar tornam-se uma problemática existencial que exige decisões e ações urgentes eliminando paliativos contemporâneo. A escassez de água tem força suficiente para gerar incalculáveis efeitos, principalmente aos empobrecidos que não tendo recursos para comprá-la migrarão para o entorno dos corpos hídricos, sobre os quais serão montadas as casas sem o mínimo de planejamento e despejarão os seus dejetos diretamente a esses corpos d’água que com o tempo também se esgotarão a exemplo de neve localizada que fornece água durante o degelo e que hoje se encontra em estado de retração.

É importante dizer que as Mudanças Climáticas além de potencializar as secas em determinadas áreas do planeta, também provoca cheias, por exemplo, a que ocorreu em estados do nordeste e principalmente na Amazônia. No Amazonas os efeitos ultrapassaram as perdas materiais, o sistema de educação parou e com base nas informações do secretário de Educação do Estado, Sr Gedeão Amorim, cerca de 300 mil educando espalhados em 43 municípios ficaram sem aulas.
A força da cheia no Amazonas levou a Defesa Civil classificar o evento como um desastre natural de grande intensidade (nível 3). Foram concedidas várias entrevistas pelo governador Eduardo Braga dizendo que a população amazonense estaria preparada para a cheia preanunciada pela equipe do Serviço Geológico do Brasil, mas o que se viu foi um desespero total já que os municípios estavam e ainda estão despreparados para dar guarida aos munícipes.


Infelizmente as conseqüências da cheia no Amazonas, vieram para comprovar que o povo amazonense vivência um cenário de falácia, os políticos ainda não entenderam que a mentira tem perna curta, e que palavras não valem nada se não forem acompanhadas de ações. Portanto, Palavras – Ações = Nada. Em não acontecendo a prevenção, os governos: municipal e estadual tiveram que remediar com medidas paliativas rotineiros, mais de 40 mil famílias foram atingidas e o governo estadual ajudou com R$ 6 milhões.

10 julho, 2009

Apreensão de 250 kg de carne de caça

Dentro do escopo militar existe um departamento que ajuda a combater os crimes ambientais, chama-se, Batalhão Ambiental da Policia Militar. E em uma das suas atuações o Batalhão Ambiental, contando com a ajuda de denuncia anônima conseguiu impedir a venda de carne de caça como: paca, veado, anta e porco-do-mato. Ver foto.
A apreensão ocorreu no porto de Manacapuru e por incrível que pareça ninguém será punido com severidade já que de acordo com o comandante do Batalhão Ambiental os infratores apenas responderão ao TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e depois serão encaminhados ao juiz para serem notificados sobre o valor da multa.
Geralmente quando esse tipo de delito é cometido contra a natureza, os produtos apreendidos são distribuídos com aqueles que vivem em estado de miséria, mas, não foi isso que aconteceu, a carne que perfazia uns 250 kg e foi apreendida pelo Departamento Ambiental Militar decidiram jogá-la no aterro sanitário de Manaus, será?







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09 julho, 2009

HUMANOS EM ECOSSISTEMAS

Sabemos que apesar de nós humanos, ao longo de nossa existência, ter sido um elemento no ecossistema terrestre, o momento contemporâneo, surge sinalizando para uma transformação ainda incapaz de aclarar as nossas atribuições neste sistema. Ou seja, atualmente somos capazes de transformar o processo básico do ecossistema, e o exemplo clássico disso são as alterações climáticas. A execução deste evento propagando-se continuamente, o que é distinto do evento em sua essência, nos atribui uma nova tarefa: o de “guardião”, isto é, responsáveis por fomentar a preservação da qualidade intrínseca ambiental terrestre.
Neste planeta, os humanos, até onde se sabe é categoricamente o único ser provido de aptidão para prognosticar uma realidade posterior. E dessa forma, este fato fortifica um embasamento para se tomar decisões antevendo os efeitos catastróficos, fazendo uso é claro, da visão de futuro como base para tomada de decisões. Ampliar e aprimorar a base existente e metodologias analíticas que agregam o caráter de “construtor” de cenários realizáveis do futuro, lincado à conjetura de vários cursos de ação assumirem um fator importante da tomada de decisões, entretanto, este não é suficiente. É necessário que além de tomar coragem, temos que exercer o senso de “querer” tomar as decisões e concluir as ações que elas implicam.
De acordo com (Daly, 1997), vários profissionais da área econômica vêem o sistema de mercado assumindo pra si, a responsabilidade de melhorar os efeitos adversos inseridos ao meio ambiente. E tão logo seja percebida a redução da qualidade ambiental e aumento de receita, acredita-se que as pessoas estarão motivadas a pagar para manter ou melhorar o meio ambiente. A valorização de arvores induzirá as pessoas a praticar o replantio de tal forma que possa nascer arvores mais rapidamente do que as que são exterminadas pelo desmatamento. Fazendo uma analogia com a transição demográfica, podemos dizer que, as taxas de destruição e reconstrução ambiental ocuparão os lugares das taxas de mortalidade e natalidade na dinâmica de populações.
É claro, que infelizmente, os efeitos ambientais continuamente não chegam a uma solução por conta própria. O desmatamento pode acontecer sem freio e chegar até a última arvore. No El Salvador, por exemplo, o processo de desmatamento chegou até o ponto final. E similar a isso, pode ocorrer, na grande área da Mata Atlântica no Brasil. Inclusive nas áreas de replantio, a totalidade da biodiversidade dificilmente é alcançada: o reflorestamento de áreas desmatadas não consegue recuperar as integridades primarias inerente daquela área.
Existe uma conjuntura inevitável em nossas ações. Em sua maioria, as pessoas ainda observam os problemas da Amazônia neste contexto, inferindo um desmatamento ainda que façamos qualquer coisa objetivando a contenção deste, despertando em nós, preocupações com outros problemas. Especificamente na Amazônia, os fundamentais que norteiam o trilho do futuro de desenvolvimento, se encontram sob a tutela dos tomadores de decisão, estes por sua vez precisam tomar as suas decisões banhadas de responsabilidades que o cenário requer. O futuro depende de decisões humanas.
O ser humano, agregou a seu caráter, a livre vontade, e, em sua maioria, as relações de humanos no meio ambiente serão aquelas que nós desejamos ou queremos que ela seja. Mas, dentro de um conjunto de limites. Não temos o direito de quebrar as regras e permanecer expelindo poluentes para a atmosfera planetária, matando florestas e poluindo as águas sem pagar um preço.
Entre humanos e Meio ambiente, há uma forte reciprocidade, e esta relação usam em ambos os sentidos: dos seres humanos para o Meio ambiente e vice versa.

 
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